Fuzileiros dos EUA e navio de guerra rumo ao Oriente Médio

Fuzileiros dos EUA e navio de guerra rumo ao Oriente Médio

Envio do USS Trípoli para o Irã

A sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, está enviando um navio de assalto com pelo menos 2,5 mil fuzileiros navais para o Irã. As informações foram publicadas pelo jornal americano New York Post na tarde desta sexta-feira (13).

De acordo com o portal, o navio, USS Trípoli, se assemelha a um porta-aviões, mas é menor e opera mais próximo à costa. A embarcação estava no Japão e agora irá para o Oriente Médio. A expectativa é de que o navio chegue em duas semanas.

“Por questões de segurança operacional, não discutimos movimentações futuras ou hipotéticas”, afirmou um funcionário do Pentágono ao NY Post.

Operações no Oriente Médio

Outro jornal americano, o The Wall Street Journal, afirmou que os fuzileiros navais já estão no Oriente Médio apoiando a operação contra o Irã.

O apoio do navio se dá à medida que o Irã intensifica seus ataques no Estreito de Ormuz. Ainda de acordo com o portal, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, aprovou um pedido do Comando Central dos EUA, responsável pelas forças americanas no Oriente Médio, para um elemento de um grupo anfíbio de prontidão e uma unidade expedicionária de fuzileiros navais.

Incidente recente no Iraque

Quatro militares dos Estados Unidos morreram em uma queda de aeronave militar de reabastecimento no oeste do Iraque na quinta-feira (12), embora tenha sido confirmado somente nesta sexta (13).

O Comando Central dos EUA informou que havia ainda duas outras pessoas no veículo de modelo KC-135, e diz que as ações de resgate continuam. O órgão militar informou que a queda não foi ocasionada por “fogo inimigo ou fogo amigo”.

Porém, a Resistência Islâmica no Iraque, apoiada e financiada pelo Irã, reivindica a ação. Em comunicado, o grupo afirmou que abateu a aeronave KC-135 "em defesa da soberania e do espaço aéreo do nosso país".

De acordo com a agência estatal iraniana Fars, a queda teria ocorrido por conta de um ataque de mísseis iranianos lançado por grupos de resistência presentes no Iraque.

Conflito em curso

Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o regime do Aiatolá.

O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocaram reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.

O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.