Presidente do Irã apresenta condições para paz e ameaça EUA

Presidente do Irã apresenta condições para paz e ameaça EUA

O cenário atual do Irã

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou recentemente que o país pretende manter o bloqueio do Estreito de Ormuz e está avaliando a possibilidade de abrir novas frentes de guerra, caso o conflito com os Estados Unidos e Israel continue. Essa afirmação foi feita na primeira mensagem pública de Khamenei desde a sua ascensão ao cargo, divulgada por meio de um canal oficial no Telegram e dividida em três partes, conforme reportado por O Globo.

Na declaração, o líder religioso apresentou diretrizes políticas e militares, pedindo a união da população irânica. Ele enfatizou que o bloqueio do Estreito de Ormuz, que é a principal rota marítima de petróleo do mundo, continuará sendo um instrumento estratégico contra seus adversários. "Certamente também deve continuar a ser utilizado o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz. Estudos também foram realizados sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e nas quais será altamente vulnerável", disse Khamenei.

A mobilização interna e o papel da população

O novo líder também fez um apelo à mobilização interna, destacando a importância da população irânica em tempos de conflito. "Povo do Irã de todos os modos de vida que fique firme contra o inimigo", orientou em sua mensagem. Além das diretrizes políticas e militares, o pronunciamento do líder incluiu referências religiosas e menções ao falecido aiatolá Ali Khamenei, seu pai.

As exigências para a paz

Em paralelo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez uma declaração importante em que menciona pela primeira vez a possibilidade de encerrar o conflito. Segundo Pezeshkian, isso depende do cumprimento de três exigências específicas do governo iraniano. Em uma publicação nas redes sociais na quarta-feira (12), ele afirmou que o Irã deixaria de realizar ataques se os adversários reconhecessem o que chamou de "direitos legítimos" do país.

Além disso, ele enfatizou a necessidade de reparações pelos danos causados pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel, e a criação de garantias internacionais que impeçam novas ações militares contra o Irã. Essas condições, segundo Pezeshkian, seriam "o único caminho" para se chegar a um acordo de paz. O presidente mencionou também que tratou do tema em discussões recentes com líderes de outros países, incluindo o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Os ataques recentes

É importante ressaltar que os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã no dia 28 de fevereiro, atingindo estruturas militares consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Essas ações resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e provocaram uma reação imediata do governo iraniano. Seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu o comando e o Irã retaliou com ataques a alvos ligados aos Estados Unidos e Israel.

Recentemente, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é vital para a exportação de petróleo mundial. O Irã impôs condições rígidas para a travessia de embarcações, exigindo a retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem das embarcações. Enquanto isso, os EUA negam que a rota esteja completamente bloqueada, embora incidentes envolvendo navios comerciais tenham se tornado mais frequentes. A guerra continua a se intensificar com novos ataques e retaliações na região.