Laudo sobre morte de PM investiga feminicídio em SP
11/03/2026, 18:04:23
Investigação do Caso da Morte de Gisele Alves Santana
A Justiça de São Paulo determinou que o caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passe a ser investigado como feminicídio, após a apresentação de novas evidências que contradizem a versão do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Inicialmente, o boletim de ocorrência indicava suicídio.
O laudo pericial, realizado após a exumação do corpo de Gisele, revelou que a causa da morte foi um tiro na cabeça, mas também encontrou indícios de violência física, como lesões no pescoço e no rosto. Essas marcas são compatíveis com manipulação, o que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da tragédia. As informações foram divulgadas pela TV Globo.
O Contexto da Morte de Gisele
No dia 18 de fevereiro, a policial foi encontrada morta em seu apartamento, o que imediatamente provocou diversas especulações. Inicialmente, estava sendo tratado como suicídio. Entretanto, as evidências que surgiram durante a investigação, incluindo o testemunho de socorristas, indicaram que a situação era mais complexa do que parecia. Um socorrista, que atendeu a ocorrência, comentou que a posição da arma era estranha para um caso de suicídio e que a versão do marido apresentava inconsistências, como o fato de ele ter alegado que estava no banho no momento do ocorrido, enquanto estava seco e não havia marcas de água no local.
Elementos da Perícia
Além do exame do corpo, foram consideradas outras evidências. O sangue de Gisele estava coagulado, e durante o atendimento à ocorrência, o cartucho da bala não foi encontrado. Alguns policiais que atenderam também notaram comportamentos estranhos do marido, que, mesmo alegando que estava no banheiro na hora da morte, tomou banho e exalou um forte odor de produto químico, o que levantou mais suspeitas sobre sua versão dos fatos.
O Papel das Testemunhas e Câmeras de Segurança
Investigadores descobriram que, no dia da morte, três policiais femininas compareceram ao apartamento e realizaram uma limpeza no local, algo que também levantou questões sobre a integridade da cena do crime. Câmeras de segurança do prédio registraram o retorno do tenente-coronel logo após o incidente, onde foi visto saindo às pressas com pertences do apartamento.
Com a mudança nas investigações, o tenente-coronel Geraldo Neto agora é oficialmente considerado um suspeito no caso, e a expectativa é que a justiça busque clareza sobre o que realmente ocorreu na trágica noite de fevereiro.
