STF analisa corrupção envolvendo deputados do PL em emendas
10/03/2026, 15:02:44
Contexto do Julgamento
Primeira Turma do STF analisa denúncia da PGR contra dois deputados federais e um ex-parlamentar acusados de integrar esquema de corrupção envolvendo R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares. Este caso marca o primeiro julgamento na Corte relacionado ao chamado orçamento secreto, tema que tem gerado intensos debates sobre a transparência das emendas parlamentares.Os Acusados
Em meio ao embate entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a transparência das emendas parlamentares, a Primeira Turma da Corte começa a julgar nesta terça-feira (10) a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do ex-deputado Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados de integrar um esquema criminoso envolvendo a destinação de R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares. Em 2020, os parlamentares teriam solicitado ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes, o pagamento de R$ 1,6 milhão em propina, que representaria 25% das emendas destinadas ao município.Os deputados negam as irregularidades e, ao serem denunciados, pediram o arquivamento do caso, alegando a falta de provas.
A Denúncia da PGR
A denúncia da PGR, que acusa os investigados pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva, foi aceita pela Primeira Turma do STF em março de 2025. De acordo com o Ministério Público, o núcleo do esquema seria formado por Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa, que teriam a responsabilidade de direcionar os recursos das emendas. A PGR afirma que Josimar ocupava posição de liderança, coordenando a distribuição dos valores.Além dos três políticos, também são réus no processo João Batista Magalhães, assessor parlamentar e lobista, assim como outros assessores e um ex-prefeito que supostamente participaram das cobranças de propina.
