Aluno não quer mais ir à escola após caso de racismo

Aluno não quer mais ir à escola após caso de racismo

Confirmação do caso de racismo

O pai do estudante, Paulo Jorge da Silva Junior, relatou que seu filho, vítima de racismo por um professor de matemática em um colégio particular no Benedito Bentes, em Maceió, não quer mais frequentar a escola. O adolescente, que é negro, chegou em casa chorando depois que o professor o comparou a um chimpanzé durante a aula. A situação ocorreu no dia 12 de fevereiro deste ano, mas ganhou destaque apenas após a abertura de um inquérito policial.

Acompanhamento psicológico

Com o impacto emocional do ocorrido, o pai do garoto mencionou que considera necessário um acompanhamento psicológico para seu filho. “Eu tenho quase certeza que a gente vai ter que ter uma psicóloga para ter esse acompanhamento, porque eu como pai estou sentindo. Imagina o garoto”, declarou em entrevista.

Repercussão e medidas legais

Após o relato do filho, Paulo procurou a direção da escola e ficou sabendo que o professor havia confirmado o incidente. Ele também recebeu um vídeo que documenta a situação constrangedora. No processo legal, a Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis Tia Marcelina está responsável pela investigação do caso, incluindo a escuta do adolescente e o chamado do suspeito para depor.

Demissão do professor

O Colégio Fantástico, onde o incidente ocorreu, repudiou a conduta do professor e informou que ele foi demitido. A instituição ainda destacou que o Conselho Tutelar de Maceió está acompanhando o caso e que se coloca à disposição para colaborar nas investigações.