Apreensão de menor acusado de estupro coletivo no Rio
06/03/2026, 06:16:00
A apreensão do adolescente investigado
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (05), a apreensão do adolescente de 17 anos investigado por participação em um estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Policiais cumpriram mandados de busca em endereços ligados ao jovem nos bairros de Copacabana e São Cristóvão, na Zona Norte, mas ele não foi localizado e é considerado foragido, segundo a Polícia Civil. O menor, que teve a internação provisória decretada, responde por ato infracional análogo ao crime.
Mudança de posicionamento do Ministério Público
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que antes não aprovava a internação, mudou de posicionamento em relação ao caso após a apresentação de novos elementos pela polícia. Em nota ao iG, o MPRJ informou que a 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude Infracional da Capital, "após a apresentação de novos elementos pela autoridade policial, indicando o possível envolvimento do adolescente investigado em outro episódio de estupro coletivo com dinâmica semelhante, manifestou-se favoravelmente ao pedido de internação provisória".
Determinação judicial
A internação foi decretada pela Vara da Infância e da Juventude da Capital, que expediu o mandado de busca e apreensão. Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afirmou ao iG que "o juízo da Vara da Infância e da Juventude da Capital expediu Mandado de Busca e Apreensão contra o adolescente, que não foi encontrado no endereço informado e está sendo procurado pela Polícia Civil". A decisão judicial considerou a internação necessária para garantir a ordem pública, diante da possibilidade de o jovem cometer novos atos infracionais, e também para assegurar a própria integridade física dele, em razão da grande repercussão do caso.
Quatro adultos permanecem presos
Os quatro homens adultos apontados como participantes do estupro coletivo estão presos. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, foram indiciados pela 12ª DP por estupro com agravante de a vítima ser menor de idade e também por cárcere privado.
O crime e suas circunstâncias
Segundo as investigações da 12ª Delegacia de Polícia, o crime foi uma "emboscada planejada", conforme descreveu o delegado titular Angelo Lages. A vítima, também de 17 anos e ex-namorada do adolescente, foi atraída pelo jovem até um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, com a promessa de um encontro romântico. No entanto, ao chegar ao local, ela se deparou com outros quatro homens adultos. Segundo a Polícia Civil, a vítima mantinha uma relação consensual com o ex-namorado quando os outros quatro invadiram o quarto. O adolescente então pediu que ela permitisse a presença dos demais, e ela teria consentido inicialmente, mas os homens passaram a tocá-la e beijá-la à força, impedindo sua saída. A jovem foi estuprada, agredida fisicamente, xingada e humilhada. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada do grupo e, cerca de uma hora depois, a saída deles. Conversas em aplicativos de mensagem também integram o inquérito. Ao chegar em casa, a vítima contou o ocorrido à família e registrou a denúncia na delegacia. O exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência física, incluindo ferimentos na região genital, hematomas nas costas e nos glúteos, além de suspeita de fratura em uma costela.
Conclusão e chamada para ação
Esse caso ressalta a importância da atenção às questões de segurança e proteção, especialmente quando se trata de menores envolvidos em crimes. Para mais informações sobre segurança e justiça, continue acompanhando nosso blog.
