Organograma do PCC e os integrantes decretados após racha
05/03/2026, 18:09:43
Organograma do PCC e os decretados
Um novo organograma elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol) traça a configuração atual da hierarquia do Primeiro Comando da Capital (PCC) e identifica não apenas seus integrantes ativos, mas também ex-membros que foram afastados da organização após uma ruptura interna com o principal líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Esses dissidentes são classificados internamente como "decretados", termo usado para designar integrantes expulsos da facção e que passam a ser jurados de morte. Segundo o levantamento do Dipol, todos os nomes incluídos nessa categoria no novo organograma encontram-se presos.
Integrantes apontados como "decretados" pelo Dipol
- Abel Pacheco de Andrade
Abel Pacheco de Andrade, conhecido como "Vida Loka". O preso Abel Pacheco de Andrade, teria sido "decretado" pela facção após o racha interno envolvendo o Marcola. Segundo investigações, Andrade acusou o principal líder do grupo de ter atuado como "delator", o que teria motivado sua exclusão e a ruptura definitiva com a antiga cúpula. Apontado como de altíssima periculosidade, acumula registros criminais por latrocínio, associação criminosa, tortura, roubo, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. - Daniel Vinícius Canonico
Conhecido como "Cego", foi ameaçado de morte e afastado da Sintonia Final Geral do PCC após defender a morte dos assassinos de dois integrantes da facção que foram executados em uma emboscada. O "Cego" foi contra o perdão dos autores do assassinato e acabou sendo afastado e decretado da facção. - Roberto Soriano
Conhecido como "Tiriça", figura entre os principais nomes do racha que atingiu a cúpula do PCC. Ele e Abel Pacheco de Andrade foram responsáveis por decretar a exclusão e a sentença de morte de Marcola, acusado de traição. Os áudios interceptados com acusações de delação interna aprofundaram a cisão entre as lideranças da organização criminosa. - Valdeci Alves dos Santos
Valdeci Alves dos Santos, conhecido como "Colorido", ganhou projeção dentro do PCC enquanto permanecia foragido. Ele foi preso em 2022, após mais de sete anos fora do sistema prisional. Colorido teve papel central na logística do tráfico internacional e foi "decretado" por Marcola, acusado de desvio de recursos. - Wanderson Nilton Paula Lima
Wanderson Nilton de Paula Lima, conhecido como "Andinho", está preso desde 2002 e acumula uma das maiores penas já impostas pela Justiça paulista. Ele é acusado de envolvimento no assassinato do então prefeito de Campinas e continua a exercer influência criminosa mesmo encarcerado.
O estudo do Dipol traz informações relevantes sobre a estrutura atual do PCC e sugere uma organização cada vez mais violenta, que não hesita em remover seus próprios membros para manter a hierarquia e a certeza de controle.
