Homens procurados por estupro coletivo em Copacabana
02/03/2026, 13:45:24Investigação em andamento
Quatro homens estão foragidos após serem indiciados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul carioca. Segundo a corporação, além dos quatro suspeitos procurados, um jovem que seria menor de idade, também teria atuado no crime.
A investigação é conduzida desde o último sábado (28) pela 12ª DP (Copacabana), que realizou diligências em endereços ligados aos investigados no bairro para cumprimento de mandados de prisão preventiva, mas eles ainda não foram localizados.
Detalhes do crime
Segundo o relato da vítima, ela recebeu uma mensagem de um aluno da escola convidando-a para ir ao apartamento de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente teria insinuado que fariam "algo diferente", o que foi recusado pela jovem.
Ainda conforme as investigações, a adolescente foi conduzida a um quarto do imóvel, onde permaneceu trancada com quatro homens que insistiram para que ela mantivesse relações sexuais. Após a negativa, os investigados passaram a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica.
Consequências legais
Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão dos quatro homens, que responderão pelo crime de estupro. Também foi solicitada a apreensão do adolescente por ato infracional análogo ao mesmo crime. As buscas seguem em sinal de andamento para localizar os envolvidos.
Repercussão no Colégio Pedro II
Os investigados são estudantes do Colégio Pedro II. Em nota, a Reitoria da instituição e a direção do campus Humaitá II informaram que medidas internas foram adotadas após a divulgação do caso. Segundo o colégio, foi realizado acolhimento à família da vítima, com manutenção de sigilo conforme orientação das autoridades.
A instituição informou ainda que iniciou, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da Procuradoria Federal, procedimento administrativo para o desligamento dos estudantes envolvidos.
O Colégio Pedro II declarou repudiar qualquer forma de violência e afirmou permanecer à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.