Guerra do Marketing será o grande desafio das campanhas 2026
01/03/2026, 11:15:56Até que se prove o contrário, nenhum deles é inocente.
Para presidente da República, os marqueteiros de Lula e de Flávio Bolsonaro terão missão hercúlea para desvendar como convencer os eleitores de que, mesmo com os pais bichados pelo poder e com filhos melados até a medula óssea na corrupção, optem por esses nomes para votar.
Lula, carregado pelas manchas do mensalão, do petrolão e da Operação Lava Jato, em meio às desconstruções e à degradação do Judiciário — STF e seus ministros, não todos, mas em maioria —, sapecado em plena Marquês de Sapucaí, pela CPMI do INSS e pela quebra do sigilo bancário de Lulinha, e ainda com flechas direcionadas pelo caso Banco Master, enfrentará dias e noites de grandes turbulências em mar revolto, sob ameaça constante de maremoto ou tsunami. Dificilmente escapará do jugo popular.
O clã Bolsonaro tentará também desmistificar heranças em tom semelhante, com envolvimento de ministros presos — corrupção similar à atribuída a Lula —, barras de ouro na educação, compra de medicamentos para a Covid-19, venda de relógios e joias e, entre os filhos, o julgamento em andamento sobre a compra de imóveis com pagamentos em espécie no valor total de R$ 51 milhões, além das rachadinhas inseparáveis dos 01, 02, 03 e 04, misturadas à venda de marca de chocolate e honorários advocatícios, todos sob suspeita de ficção patrimonial.
Será uma lavanderia de roupas sujas cuja água de São Paulo, em crise hídrica, e de Brasília, em período de seca, jamais dará conta de limpar tanta lama a ser exposta nos conflitos do campo e na batalha das eleições de 2026.
Se o eleitor desejar limpar o Brasil da corrupção sistêmica, é hora de arriscar em um novo nome como forma de diminuir o poder dos viciados no poder.