A mudança de ministros na relatoria do Caso Máster é trocar seis por meia dúzia

Tofolli ligado até a alma com Vorcaro, e Mendonça com bolsonaristas

A mudança de ministros na relatoria do Caso Máster é trocar seis por meia dúzia

O afastamento de Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Banco Master reacendeu o debate sobre imparcialidade no Supremo Tribunal Federal (STF). A saída ocorreu após questionamentos sobre possíveis ligações do ministro com o banqueiro investigado, medida vista como necessária para preservar a isenção da Corte.

A redistribuição do processo ao ministro André Mendonça, no entanto, também gerou controvérsia. Indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro, Mendonça ficou conhecido pela declaração de que seria “terrivelmente evangélico”. Antes de assumir a vaga na Suprema Corte, foi ministro da Justiça e advogado-geral da União no governo Bolsonaro.

Vale lembrar que, à frente do Ministério da Justiça, Mendonça autorizou investigações contra jornalistas com base na antiga Lei de Segurança Nacional e atuou judicialmente contra medidas sanitárias adotadas por estados e municípios durante a pandemia de Covid-19. Também são citadas operações policiais em universidades, interpretadas por entidades acadêmicas como episódios de intimidação à liberdade de expressão.

O caso Banco Master tem como pano de fundo políticos como Ibaneis Rocha, Cláudio Castro e Tarcísio de Freitas, todos associados ao campo bolsonarista.

Outro ponto que amplia as suspeitas envolve o empresário Fabiano Zettel, apontado como operador do banco. Ele teria sido um dos principais doadores das campanhas de Bolsonaro, em 2022, e de Tarcísio, em 2024, além de integrar a Igreja Batista da Lagoinha, instituição ligada à família Valadão e frequentada por lideranças conservadoras, como Nikolas Ferreira e o próprio André Mendonça.

Creditos: Professor Fábio Andrey