Chulapa relembra gol de Washington e trauma em 2008
15/02/2026, 05:04:21Chula encontra Dodô e se lembra do estrago que a derrota para o Fluminense nas quartas da Libertadores causou no vestiário do São Paulo
Um jogo de 2008 não sai da cabeça de Aloísio Chulapa. Nas quartas de final da Libertadores contra o Fluminense, ele estava no banco do São Paulo e entrou no lugar de Dagoberto para dar uma assistência na cabeça de Adriano Imperador. Com o empate por 1 a 1 no Maracanã, o time de Chula estaria na semifinal contra o Boca Juniors. Estaria. Dodô marcou o segundo do Flu na sequência, mas faltava um gol para o time avançar. O drama do São Paulo surgiu aos 46 do segundo tempo. Thiago Neves cobrou um escanteio aberto e Washington acertou uma cabeçada fatal, subindo entre três defensores do São Paulo. Rogério Ceni foi, mas não achou e a bola morreu no ângulo. O Fluminense venceu por 3 a 1 naquele dia 21 de maio e deixou um trauma em Aloísio.
Nesta sexta-feira, ele postou um vídeo no Instagram em que conta como foi o vestiário do São Paulo após aquela derrota. O alagoano contou num papo com Dodô, no programa Boteco do Chula, que cada jogador deixou de ganhar um \"bicho gordo\" naquele dia. — Você sabe que o vestiário do Maracanã tem as cadeiras que deitam, né? Só que daí eu achei que aquelas cadeiras eram soltas, mas não eram, eram cimentadas. Aí, faltando 40 segundos para acabar o jogo, teve aquele gol do Washington de cabeça. Perdemos, Dodô, 30 mil em dinheiro no vestiário, no prêmio, e nós, tristes, ali chorando... Não queria saber de porra de prêmio, de dinheiro, de nada. Adriano ficou arrasado.
Chulapa disse que a derrota ficou martelando na cabeça dos jogadores do São Paulo e do técnico Muricy Ramalho. Foi uma das piores de toda a sua carreira. — Nós ficamos dois dias seguidos bebendo na casa do Adriano. Tiveram que liberar para a gente esquecer o gol do Washington de cabeça, do Coração Valente. Mas, voltando, quando eu entrei no vestiário, olhei aquela cadeira branca, deitada, e já fui com tudo, Dodô, chutei com tudo, pensando que ela estava solta. Tava presa (risos). O dedão ficou feio, quase quebrou. Sério! Um caroço da porra, o dedo ficou parecendo um sapo cururu — contou Chulapa, bem ao seu estilo.