Justiça italiana encerra extradição de Carla Zambelli
13/02/2026, 22:00:08A análise do pedido de extradição
A Justiça italiana encerrou a análise do pedido de extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli (PL) nesta quinta-feira (12). A informação foi confirmada pelo portal italiano Agenzia Nova e a expectativa é de que a decisão seja anunciada nos próximos dias. Zambelli está detida na prisão de Rebibbia, em Roma, capital da Itália, desde o dia 29 de julho do ano passado, após ter sido condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Suspensão da audiência
O julgamento do pedido de extradição da ex-deputada iniciou nesta última quarta-feira (11) na Corte de Apelação de Roma, porém, a audiência foi suspensa logo após as primeiras manifestações da acusação e da defesa.
Atrasos e requisições
O processo já havia sido adiado duas vezes, uma em dezembro e outra em janeiro, porque a Justiça italiana informou que precisava de mais tempo para examinar os documentos enviados pelo Brasil. Nas últimas semanas, os italianos haviam apresentado uma requisição por escrito para a aceitação da extradição da ex-deputada. Nos últimos dias, ainda de acordo com o portal italiano, Zambelli afirmou que não se sentia à vontade para ser julgada pelo atual colégio.
Pedido formal de extradição
O pedido de extradição foi apresentado pelo governo brasileiro a partir de determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao formalizar o pedido de extradição, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos contra Zambelli no STF, informou às autoridades italianas que a unidade prisional onde ela deverá cumprir pena no Brasil oferece condições adequadas de segurança, salubridade e assistência às detentas. Segundo o ministro, o presídio conta com atendimento médico, cursos técnicos e não registra histórico de rebeliões.
Rejeição do pedido de mudança de juízes
Na última terça-feira (10), a Justiça italiana rejeitou um pedido de Zambelli para mudar juízes responsáveis por analisar seu processo de extradição. O pedido foi negado pela Corte de Apelação de Roma.