Greve da Lufthansa causa cancelamento de mais de 460 voos
13/02/2026, 15:10:55Contexto da greve
Cerca de 20 mil funcionários da companhia aérea pararam em protesto por melhores condições de trabalho. Pilotos e tripulantes da Lufthansa, a maior companhia aérea da Alemanha, fazem greve de 24 horas nesta quinta-feira (12), resultando em uma série de cancelamentos de voos. A paralisação impacta todas as partidas de aeroportos alemães, incluindo Frankfurt e Munique – o primeiro com voos para São Paulo e Rio de Janeiro, e o segundo, servindo a rota para São Paulo algumas vezes por semana.
Motivos da paralisação
A decisão de interromper as atividades por um dia foi tomada pelos sindicatos de pilotos e comissários de bordo, que exigem, entre outras coisas, melhorias no sistema de pensões para os pilotos da empresa e a manutenção de empregos na Lufthansa Cargo.
Impactos da greve
De acordo com a Associação Alemã de Aeroportos (ADV), mais de 460 voos foram cancelados em toda a Alemanha devido à greve, afetando cerca de 69 mil passageiros. O aeroporto de Frankfurt, por exemplo, cancelou 450 dos 1.117 voos programados para o dia, entre eles, um voo para São Paulo, que foi remarcado para sexta-feira. Em Munique, a situação não é diferente, com 275 dos 920 voos programados também cancelados. Outros aeroportos em diversas regiões do país também registraram cancelamentos.
Alternativas para os passageiros
A Lufthansa informou que está tentando remarcar os passageiros para voos de companhias parceiras e outras empresas do grupo, como Swiss, Austrian Airlines e Brussels Airlines. A empresa recomenda que os clientes com voos agendados consultem o status das suas partidas nos canais oficiais.
Reações da empresa
A companhia aérea criticou as greves, classificando-as como "desproporcionais" e declarou que espera normalizar a situação dos voos na sexta-feira.
Demandas dos sindicatos
Os aproximadamente 4.800 pilotos da Lufthansa e da Lufthansa Cargo estão pressionando por contribuições previdenciárias mais elevadas, em uma negociação que já se arrasta desde o ano passado sem que tenham ocorrido avanços significativos. O sindicato dos comissários de bordo também convocou seus membros da CityLine, a empresa de curta distância da Lufthansa, para entrar em greve, em função do fechamento das operações de voo planejadas e da "recusa contínua do empregador em negociar um plano social coletivo". A greve envolve, no total, cerca de 20 mil trabalhadores.
Considerações finais
Michael Niggermann, diretor de recursos humanos da Lufthansa, afirmou que a "escalada é completamente desnecessária", alegando que as exigências do sindicato eram excessivas e que apenas a negociação poderia resolver os conflitos. Ele ressaltou que a principal empresa da Lufthansa "não possui margem financeira" para arcar com os custos adicionais exigidos.