Flávio Bolsonaro considera apoiar Moro para frear Ratinho Jr.

Flávio Bolsonaro considera apoiar Moro para frear Ratinho Jr.

Possível apoio de Flávio Bolsonaro a Sergio Moro

(FOLHAPRESS) - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está considerando apoiar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na corrida pelo Governo do Paraná, caso o governador Ratinho Jr. (PSD) decida se candidatar à Presidência da República. Há até discussões sobre a filiação de Moro ao PL, já que ele enfrenta dificuldades para consolidar sua candidatura no União Brasil.

Impacto nas relações políticas no Paraná

Essa negociação pode afetar o acordo que o PL tem com Ratinho Jr., e ambos concordaram em se reunir após o Carnaval para discutir uma possível composição. O governador, que saiu de férias na terça-feira (10), deve retornar ao país no dia 25 de fevereiro. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro tem viajado internacionalmente para se encontrar com líderes da direita em outros países.

O acordo anterior entre Flávio e Ratinho

Antes da possível candidatura presidencial de Flávio, o PL havia decidido que apoiaria o candidato escolhido por Ratinho Jr. para sua sucessão, em troca de espaço para o deputado federal Filipe Barros concorrer ao Senado. Atualmente, o nome mais cotado para a sucessão é o do secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), embora outras figuras, como Alexandre Curi (PSD) e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), também estejam na disputa.

Construindo palanques próprios

Flávio tem trabalhado para estabelecer palanques próprios em todos os estados, buscando evitar apoiar um candidato que possa rivalizar com ele em âmbito nacional. Por isso, conforme informações de três interlocutores, começou a dialogar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, visando enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo repensar uma candidatura presidencial.

Decisões em aberto para Ratinho Jr.

O governador ainda não definiu se irá concorrer à Presidência ou ao Senado. Aliados mencionam que ele tem mudado de posição nas conversas, alternando entre a percepção de que não há espaço devido à rivalidade entre Bolsonaro e o presidente Lula (PT) e um otimismo em relação a possíveis resultados eleitorais.

Pressões familiares

Outra questão em jogo é a pressão de familiares, especialmente do pai de Ratinho, o apresentador e empresário Carlos Massa, o Ratinho, que teme que a decisão de seu filho afete os negócios da família, incluindo concessões de televisão e rádio.

Os riscos de apoio a Moro

O apoio da família Bolsonaro a Moro poderia significar um grande risco para Ratinho, considerando que Moro tem liderado pesquisas de intenção de voto, impulsionado por sua popularidade adquirida durante sua atuação como juiz na Operação Lava Jato. O estado do Paraná tem uma base eleitoral majoritariamente à direita, e o apoio da família Bolsonaro é significativo.

Cenário para a eleição em Curitiba

Na corrida pela prefeitura de Curitiba em 2024, a jornalista Cristina Graeml alcançou o segundo turno competindo pelo pequeno partido PMB e ameaçou o candidato de Ratinho Jr. após possíveis endossos do ex-presidente Bolsonaro. Essa situação coloca em evidência a importância do apoio político na eleição.

Implicações da filiação ao PL

A filiação de Moro ao PL também poderia alterar o cenário eleitoral, uma vez que essa sigla possui maior tempo de propaganda em rádio e TV e uma fatia significativa do fundo eleitoral. Dentro do União Brasil, Moro enfrenta desafios, tendo conquistado o comando local após meses de pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas enfrenta a saída de deputados federais como Felipe Francischini e Nelson Padovani, que preferem ficar ao lado do governador.

A posição do PP

Moro também depende do apoio do PP, que liderará a federação com o União Brasil no Paraná e já deixou claro que não pretende apoiar sua candidatura. O presidente estadual do PP, deputado Ricardo Barros (PR), frisa que atualmente Moro não será o candidato do partido, embora a federação esteja aberta à negociação com Ratinho Jr.

“Hoje, o que está definido é que o Moro não será nosso candidato”, afirma Barros, acrescentando que o PP pode ainda lançar um candidato próprio caso necessário.

Posicione-se para o futuro político

Em um momento crítico, Flávio Bolsonaro tem até 4 de abril para decidir a qual partido estará filiado ao buscar a candidatura nas eleições de 2026.