Corpo de jovem trans é encontrado em Coqueiro Seco
13/02/2026, 09:05:15Tragédia em Coqueiro Seco
A jovem trans Manu, de 17 anos, foi identificada após seu pai localizar parte de seu corpo em Coqueiro Seco, Alagoas, durante as buscas.
Desaparecida desde o último sábado (7), a polícia ouviu um suspeito, mas nenhuma prisão foi efetuada até a publicação da reportagem.
O Conselho Estadual LGBTQIA+ de Alagoas cobrou investigação célere, e a quadrilha junina Brilho Lunar lamentou: "Sua presença iluminava nossas vidas".
Descoberta do corpo
O corpo de uma jovem trans que estava desaparecida foi encontrado, na quarta-feira (11), no município de Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió. Durante as buscas realizadas por familiares e amigos, o pai da jovem encontrou a cabeça dela. A Polícia Civil investiga o caso.
De acordo com informações apuradas pela TV Asa Branca Alagoas, a vítima foi identificada como Jhonata, tinha 17 anos e utilizava o nome social "Manu". Ela estava desaparecida desde o último sábado (7). Não há informações sobre a motivação do crime ou sobre a causa da morte.
Detalhes da investigação
Horas após encontrarem a cabeça, o corpo de Manu foi localizado pelos bombeiros em uma ribanceira de aproximadamente 200 metros, na Fazenda das Flores, localizada no município. Ele foi entregue ao Instituto Médico Legal (IML).
A TV Asa Branca Alagoas apurou ainda que após o achado do corpo, um suspeito chegou a se apresentar à polícia, prestou depoimento e foi liberado. Até a publicação dessa reportagem, ninguém foi preso.
Reações e cobranças
O Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos da População LGBTQIA+ de Alagoas repudiou o crime e disse que "o caso provoca indignação, dor e consternação".
O conselho reiterou que cobra das autoridades uma investigação rigorosa, célere e transparente para responsabilizar os culpados.
Quem era Manu
Manu era estudante e ex-integrante da quadrilha junina Brilho Lunar. Nas redes sociais, uma publicação foi feita em homenagem à ela, lamentando a morte e reforçando a alegria da vítima.
"Sua presença iluminava nossos ensaios, nossas apresentações e, principalmente, nossas vidas. Manu não foi apenas parte da Brilho Lunar - foi brilho, foi afeto, foi alegria compartilhada em cada passo, em cada sorriso, em cada momento vivido ao nosso lado", disse um trecho da postagem.