Ex-companheiro de mulher desaparecida é preso no RS
11/02/2026, 18:13:57Prisão do ex-companheiro de Silvana
O ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desaparecida desde o dia 24 de janeiro, no Rio Grande do Sul, foi preso temporariamente, no início da manhã desta terça-feira (10). Os pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, também não dão notícias desde aquele dia. O desaparecimento da família gera apreensão e temor na cidade de Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre, e está sendo investigado pelas autoridades.
Desaparecimento e investigação
Em entrevista coletiva, os delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), responsáveis pelo caso, Anderson Spier e Ernesto Prestes, deram detalhes sobre a situação. De acordo com Ernesto, a polícia trabalha com a suspeita de que um homicídio tenha sido cometido contra integrantes da família. O Delegado também destacou a dificuldade de encontrar provas consistentes por conta da ausência de corpos das vítimas.
“Nós não podemos dizer ainda como e porque esse crime ocorreu. Estamos tentando identificar tudo, a partir do material que temos em mãos. A hipótese que temos é de que tenha sido cometido o crime de homicídio. Esse homem ficará preso temporariamente de 30 dias e estamos trabalhando para encontrar outros eventuais suspeitos. Ainda não temos a certeza de nada, estamos trabalhando com hipóteses, até porque não encontramos corpo algum ainda”, afirmou o delegado.
Impacto na comunidade
O desaparecimento da família choca a cidade de Cachoeirinha, onde Silvana foi a primeira a desaparecer. Em publicações nas redes sociais, ela mencionou ter sofrido um acidente de carro ao retornar de uma viagem a Gramado e informou que ficaria sem sinal de internet. Após isso, a família desapareceu sem deixar vestígios.
“A gente sempre lembra que fomos acionados após o quinto dia de desaparecimento da família. Começamos com as buscas, mas, infelizmente, não conseguimos realizar uma perícia, porque não temos notícia de corpos, nada. No primeiro momento, preferimos identificar as linhas de investigação”, reiterou Anderson Spier.
Materiais encontrados na investigação
Até o momento, dois objetos na casa da família podem levar a suspeitos: um cartucho de festim e um celular. Além disso, foram encontrados pingos de sangue em alguns pontos da casa. Ambos os itens foram recolhidos e estão sendo analisados em busca de possíveis digitais.
“Já temos a perícia concluída pela arma que foi encontrada na garagem. Era um cartucho de festim. Foram encontradas também algumas gotículas de sangue, que têm que ser melhor apuradas e analisadas. Estamos também trabalhando para resolver e identificar a perícia do telefone celular que foi encontrado na casa”, finalizou o delegado, que ressaltou que a chance de encontrar os três membros da família vivos é remota.