Estudar ficou mais fácil e mais rentável
11/02/2026, 18:23:17Quando não se media capacidade do porfessor por pedaço de papel, mas sim pela capacidade e resultado dos alunos. Quem aprendeu com os professores deve-lhes respeito pelo que antes não sabia.
Quem viveu os anos 50, 60, 70, 80 e 90 sabe muito bem o que é saber ler, interpretar e escrever. Esses anos fazem parte da época de ouro do Colégio Estadual Comendador José da Silva Peixoto — escola pública —, com cadernos de capa fina, muitas vezes encadernados com arame, e, a partir dos anos 70, com várias matérias reunidas.
Os livros, muitos deles passados de irmão para irmão; lápis preto, sempre acompanhado de borracha branca ou colorida — azul e vermelha —, que podia durar por anos.
Caneta Bic de escrita grossa ou fina, revestida por tubo transparente ou amarelo quando se cursava o ginásio, da 5ª à 8ª série, após aprovação no Exame de Admissão.
Farda com calça azul-marinho, camisa branca e bolso costurado com o escudo do colégio. Sapato preto ou conga azul nos dias de Educação Física. Esporte praticado em campo de barro ou com leve camada de areia, pequenas áreas com grama e traves de madeira, sem rede.
Quem vinha de longe chegava de ônibus — a “lotação” — ou de bicicleta, o que muitas vezes impunha a diferença entre pobres e ricos.
Provas mês a mês, avaliação bimestral para compor a média. Quatro provas por ano e, se necessário, prova final. Não atingida a média, vinha a segunda época; depois, a recuperação; depois, a “reré”; e, por fim, já não se reprovava ninguém.
O que não se aplicava a filho de rico com influência política — futuros larápios do alheio.
Tempo atual: não se reprova por falta, por média não atingida e, ao final de cada ano, há premiação em dinheiro, além do descrédito das redes públicas.
Médicos errando diagnósticos, engenheiros derrubando prédios e casas, advogados furtando e depois roubando clientes — e o mundo assistindo em silêncio.
E ainda não chegamos ao fim.