Cão Orelha mobiliza ativistas e gera novas investigações

Cão Orelha mobiliza ativistas e gera novas investigações

Caso Orelha: Uma Tragédia que Chocou o País

O cão Orelha, conhecido por ser um cão comunitário de Praia Brava, em Santa Catarina, morreu no dia 5 de janeiro, após ser brutalmente espancado. O caso, que rapidamente ganhou a atenção do público e mobilizou ativistas e artistas, agora apresenta novos desdobramentos nas investigações.

Desdobramentos das Investigações

Desde sua morte, as investigações têm se concentrado na responsabilidade das agressões, que foram atribuídas a quatro adolescentes que estavam hospedados em um prédio próximo. Segundo uma reportagem exibida pelo Fantástico, o porteiro do edifício forneceu informações contraditórias, revelando que, embora os jovens já tivessem se envolvido em desentendimentos anteriores, não havia provas concretas de que eles fossem os responsáveis pela agressão ao cão.

"Sobre a situação do cachorro, eu não posso acusar que foram eles. Eu digo que, se eu tivesse visto batendo no animal, eu diria que eram eles", afirmou o porteiro.

Pressão sobre o Porteiro

Após o caso viralizar, os pais dos adolescentes envolvidos buscaram o porteiro para ameaçá-lo, acreditando que sua declaração poderia prejudicar seus filhos. Imagens de câmeras de segurança mostram um dos responsáveis do grupo com um objeto que parecia ser uma arma. No entanto, durante uma busca na residência desse adolescente, as autoridades não encontraram armas. O porteiro formalizou uma queixa, e os pais registraram um boletim de ocorrência relacionado às ameaças.

Consequências Legais

Um total de três pessoas foram indiciadas por coação e estão sendo investigadas pelo Ministério Público. O advogado do porteiro reafirmou a legalidade de sua colaboração com as autoridades, afirmando que tudo o que ele sabia já tinha sido comunicado. "Ele não tem como comunicar um fato que ele não presenciou", destacou o advogado Marcos Assis dos Santos.

A Reação da Sociedade

A morte do cão Orelha não foi um caso isolado. Após o incidente, outros cães na região também sofreram violência, como o Cão Caramelo e Abacate, que chamaram a atenção da sociedade. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2025 houve uma média de 13 casos de maus-tratos contra animais por dia, totalizando 4.919 casos em um ano.

Transparência nas Investigação

A Polícia Civil já descartou a possibilidade de que as agressões ao cão Orelha estivessem ligadas a desafios virais em redes sociais. Mais de 20 pessoas foram interrogadas, e as gravações de câmeras de segurança estão sendo analisadas para esclarecer os fatos. Até o momento, ainda não existem imagens ou testemunhas que comprovem a agressão, mas as contradições nos depoimentos dos jovens investigados são preocupantes.

"Se ele fez alguma coisa e estiver provado, ele tem que responder. Mas precisa ter prova. Queremos justiça tanto quanto as outras pessoas", afirmou um dos pais dos adolescentes.

O Luto pela Perda do Cão Orelha

O cão Orelha faleceu em 4 de janeiro, após ser agredido. Sua eutanásia foi realizada no dia seguinte devido à gravidade de suas lesões. Ele era um animal querido pela comunidade, cuidando e alimentado por moradores locais, que agora lamentam sua perda. O caso não apenas chocou os cidadãos, mas também gerou mobilizações em todo o Brasil, destacando a luta contra a violência aos animais.