O político de palavra sempre será respeitado por todos

O político de verdade mesmo em silêncio contra seus agressores, é sempre lembrado pelo que fez. Quem muito fala, e pouco ou quase nada fez se desespera,

O político de palavra sempre será respeitado por todos

Político respeitado não é necessariamente por ser amado, seguido ou aplaudido, mas por ser previsível em sua conduta, coerente em seus atos e honesto naquilo que promete. A palavra, quando honrada, constrói reputação. Quando traída, ergue muros de desconfiança que nenhum marketing político consegue derrubar. 

O político de palavra sabe que governar não é encenar, é assumir compromissos reais com pessoas reais. Ele entende que prometer menos e cumprir mais vale infinitamente mais do que prometer mundos e fundos para depois alegar heranças malditas, entraves burocráticos ou culpas sempre alheias. A palavra empenhada não depende de conveniência, depende de caráter. è ter o que falar por ter realizado o que a população necessita. 

Esse tipo de político pode até errar — porque errar é humano —, mas jamais engana deliberadamente. Quando não pode cumprir, explica. Quando precisa mudar de rota, dialoga. E, acima de tudo, respeita a inteligência do eleitor, algo cada vez mais raro no cenário político atual.

A história mostra que mandatos passam, cargos se encerram e palanques se desmontam, mas a reputação permanece. O político de palavra não precisa gritar para ser ouvido nem atacar para se impor. Sua credibilidade fala por si, e sua presença pública não causa constrangimento, mas confiança. E quando povo não esquece sua carreira cresce.

Num país cansado de promessas quebradas e de líderes que tratam a política como trampolim pessoal, resgatar o valor da palavra é mais do que uma virtude: é uma necessidade democrática. Porque quando a palavra perde o valor, perde-se também o respeito pelas instituições e pela própria sociedade.

No fim das contas, o político de palavra não é lembrado apenas pelo que fez, mas principalmente pelo que disse e cumpriu. E isso, gostem ou não, sempre será motivo de respeito — inclusive entre adversários.

 

Creditos: Professor Raul Rodrigues