Lula atua para fortalecer alianças e garantir votos em 2026

Lula atua para fortalecer alianças e garantir votos em 2026

Na tentativa de ao menos manter a votação obtida em 2022, ele tem investido sobre potenciais candidatos com foco inicial nos grandes colégios eleitorais.


Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, tem se dedicado pessoalmente à montagem de palanques estaduais para garantir sustentação à sua candidatura à reeleição. O foco inicial está situado nos grandes colégios eleitorais, uma estratégia essencial considerando a importância da votação que obteve em 2022. Lula vem priorizando articulações especialmente nas regiões Sudeste e Sul, ao mesmo tempo em que monitora de perto o cenário no Nordeste, onde costuma conquistar vitórias expressivas. Aliados próximos ao presidente ressaltam que ele está convencido da necessidade de transformar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em candidato a governador de São Paulo, uma intenção que será insistida por Lula. Contudo, Haddad demonstra resistência a se lançar novamente em uma corrida eleitoral. Recentemente, durante uma conversa, Lula solicitou ao ministro que o acompanhe em uma viagem internacional antes que ele deixe o governo. Esses longos voos têm sido momentos de diálogo entre Lula e seus aliados sobre projetos políticos. O presidente planeja visitar o Panamá no final de janeiro e Índia e Coreia do Sul entre meados de fevereiro. A busca de Lula por uma chapa robusta em São Paulo também envolve a possibilidade de persuadir seu vice, Geraldo Alckmin, a concorrer ao Senado. O desempenho de Lula em São Paulo foi considerado um dos principais fatores que garantiram seu sucesso nas eleições anteriores, logo, a coligação que inclui dados como as ministras Simone Tebet e Marina Silva nas eleições é vista como ideal. No entanto, Tebet precisa mudar sua residência eleitoral para concorrer a uma eleição enraizada em São Paulo, e pode até mesmo mudar de partido, considerando que o MDB apoia o governador atual, Tarcísio de Freitas. Em Minas Gerais, considerados essenciais para sua reeleição, Lula continua tentando convencer o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a se juntar à disputa pelo Palácio Tiradentes. O eleitorado de Minas Gerais é o segundo maior do Brasil, sendo essencial na contagem dos votos. O presidente já indicou que pretende reforçar seu apelo a Pacheco, contando também com a participação de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Estimates apontam que a chapa ideal possa excluir candidatos a senadores como Alexandre Kalil e Marília Campos. No entanto, Lula também se atenta a estados fora do Sudeste, incluindo Bahia e Ceará, onde os governadores Jerônimo Rodrigues e Elmano de Freitas enfrentam riscos de derrotas conforme apontam pesquisas recentes. Ciente disso, Lula delegou a responsabilidade a ministros como Rui Costa e Camilo Santana para reverter esta situação e certificar-se de que os governadores mantenham suas respectivas posições. As ameaças dos ex-ministros Ciro Gomes e ACM Neto estão sendo monitoradas, mas a confiança de Lula se mantém no forte apoio dos governadores. Portanto, as conversas sobre as candidaturas devem envolver não só as alianças locais, mas também a certeza de fortalecer as figuras conhecidas no PT. Um exemplo é a proposta para que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, concorra ao Senado pelo Paraná.