Porque não dá a cada um o que é seu; Lucas em Atos

Com tantos auxílios, as fazendas ficam sem empregados, as cozinhas vazias, as lojas com dificuldades de mão de obra, e agora, a carteira assinada com otros direitos. Assim, emprego e renda vira as segundas com NADA FAZ.

Porque não dá a cada um o que é seu; Lucas em Atos

Quando se diz “dá a cada um o que é seu”, isso, literalmente, acaba se traduzindo em dar ao pobre a pobreza, ao rico a riqueza, ao sem-teto e ao sem-terra a exclusão, e ao pecador, o pecado. Ao agressor, o direito de agredir ainda mais.

O inverso disso está exatamente na prática da justiça social: dar a todos não o que já possuem, mas aquilo de que cada um precisa — justamente o que lhes falta.

Contudo, é preciso que quem recebe não pense em viver única e exclusivamente do que recebe. O Bolsa Família deve, sim, servir como um aporte para evitar a miséria total, porém não de forma vitalícia. Isso gera dependência, e a dependência gera domínio por parte de quem concede.

Que haja apoio aos menos favorecidos, mas não a ponto de se formar um universo de parasitas cuja única obrigação seja votar para manter o Bolsa Família, o Pé-de-Meia — que já domina a juventude —, o Vale Gás, que prende as mães à cozinha, e a lógica perversa de que quanto mais filhos, maior a receita.

O Brasil precisa crescer no setor do emprego. Se trabalho e renda forem substituídos por uma infinidade de programas governamentais, o governo se torna singular — único — e jamais múltiplo.

Creditos: Professor Raul Rodrigues