A falta do provedor traz passos em busca da segurança

Uma incoerência incongruente é se fazer de forte e capaz quando as contas do fim do mês continuam sendo pagas sem a contribuição do parasita.

A falta do provedor traz passos em busca da segurança

Aos sessenta e sete anos de vida, sendo quarenta e cinco deles dedicados à leitura intensa, ao estudo autodidata e ao apoio nos patamares dos maiores filósofos do mundo, pude perceber três grandes mudanças na raça humana:

Nos momentos de despedida de entes queridos — potenciais provedores — os gritos e lamúrias sucumbem ao desespero diante do futuro. Quem irá nos salvar?

A chegada da subserviência como forma disfarçada de amor e carinho. Amor e carinho são coisas bem diferentes de suprir necessidades básicas não produzidas por quem delas necessita. Pensar-se capaz não se traduz, necessariamente, em resultados.

Por fim, a incapacidade — ou o limite — da geração de renda familiar para manter a todos de forma digna faz boi com sede beber lama. Patrimônio sem conhecimento é areia que escorre por entre os dedos.

E quando, além de tudo, carrega-se o peso dos paralisados e parasitas, maior ainda é a dor causada pela perda do provedor.

Creditos: Professor Raul Rodrigues