O Delirium Tremens dos contra a Arthur Lira ao senado

Somos de grupo e assim continuaremos. Com os Lopes e com quem esteja com eles, ou com eles estejam.

O Delirium Tremens dos contra a Arthur Lira ao senado

Diz-se que a imprensa pode ser dividida entre: a imparcial (uma ficção); a marrom (vendida a um lado e atacada pelo outro); a isenta ou “imune” (que finge pureza enquanto disfarça suas conveniências); e aquela casada com seus próprios interesses, fato e modus operandi que todas guardam — sem pudor — em sua sala de redação.

Mas existe ainda a imprensa que assume sem maquiagem o seu papel: seguir a identidade de seu(s) fundador(es). É o caso particular do correiodopovopenedo.com.br, que nunca escondeu seu posicionamento por duas razões bem práticas: sobrevivência ou coerência com suas causas. Nunca mascaramos nossa escrita — exercemos o direito legítimo de escolher lado, ao invés de fingir neutralidade hipócrita.

Criado e fundado na primeira gestão de Március Beltrão — em 2007 — sempre nos recusamos a vender a consciência. Trabalhamos com Alexandre Toledo a convite dele próprio, quando em gabinete disparou sem constrangimento: “Raul, nenhum veículo de comunicação sobrevive em Penedo sem apoio da Prefeitura.” Depois de muitos embates, aceitamos a parceria. Ainda assim, jamais nos ajoelhamos: elogiamos o que é correto e martelamos o que é errado — doa a quem doer.

Rompemos com Beltrão três vezes em curtíssimo espaço de tempo, não por capricho, mas por falta de compromissos honrados, pagamentos atrasados e promessas vazias ao povo.

Com Toledo, o rompimento veio por desrespeito pessoal dele comigo — e pela minha resposta direta, dura e pública na Churrascaria Spetus Grill, diante de Carlos da Educação, que testemunhou tudo do início ao fim. Não foi falta de palavra de nenhuma parte; foi falta de humildade para pedir desculpas. Quem erra primeiro e não sabe reconhecer, coleciona derrotas. Não nos achamos decisivos — mas somos, sim, implosivos quando preciso.

Essa introdução é necessária para que ninguém leia o que vem a seguir com ingenuidade seletiva.

Arthur Lira carrega sequelas conosco por termos defendido seu pai, o senador Benedito de Lira — em quem votei — e também pelo então candidato a governador que apoiei por causa de AT, mas que terminou me processando por eu ter escrito verdades sobre a derrota anunciada em Arapiraca, Palmeira dos Índios e União dos Palmares. Nossa reação foi dura, direta e sem medo, gerando embates jurídicos que permanecem até hoje. Ele não precisa de nós, redator do CPP, nem do portal correiodopovopenedo.com.br — e nós, definitivamente, não nos curvamos ao seu poder.

Ainda assim, se Arthur Lira traz emendas para Penedo e agora se alia a Ronaldo e Guilherme Lopes — com quem trabalhamos — o mínimo de

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 dignidade política é respeitar a decisão do grupo. Sem drama e sem subserviência.

Por isso afirmamos: parte da imprensa vive em delírios stremens ao sustentar a fantasia de que vence quem tem “voto espontâneo”, quando a realidade nua e crua da política é outra — quem decide são bases eleitorais consolidadas, prefeitos, vereadores e lideranças locais organizadas.

Delirar é permitido. Mas transformar delírio em verdade política é prova de insanidade moral — ou de má-fé deliberada do redator.   

Creditos: Professor Raul Rodrigues