Crise institucional aprofunda desgaste do governo Lula

Quando o Congresso governa e o governo recua. Saída de Lewandowski expõe embate com o Congresso e escândalos que corroem a credibilidade do Planalto

Crise institucional aprofunda desgaste do governo Lula

Em meio a uma das maiores crises institucionais e à perda de credibilidade do governo Lula, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entrega o cargo por meio de carta, deixando o governo sem respostas concretas à sociedade.

Os escândalos de 2025 ferem de morte o governo do PT e o próprio presidente Lula, que, em conjunto, tentam atribuir responsabilidades também ao governo Bolsonaro — como no caso do INSS, marcado por um rombo bilionário — numa tentativa de demonstrar ao povo brasileiro que a origem da corrupção não estaria em sua gestão. No entanto, tanto os governos Bolsonaro quanto Lula incorrem nas mesmas mazelas administrativas e políticas.

O Banco Master, segundo informações da imprensa nacional, arrasta para a vala comum dos escândalos figuras do alto escalão, envolvendo ministros do STF, o comando do Centrão e, de quebra, o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, que tem batido de frente com o presidente Lula em razão de nomeações que não atenderam aos seus interesses.

Em verdade vos digo: da redemocratização para cá, os presidentes que não cederam aos encantos do Congresso Nacional sofreram impeachment; os que cederam, governaram a doze mãos. Neste momento, o governo Lula sofre ataque direto de um Parlamento que não se contenta apenas em “governar junto”, mas que demonstra o desejo de governar sozinho.

A saída do ministro mostra-se providencial para ele próprio, que se afasta antes de ser consumido com o governo na frigideira política.

Creditos: Professor Raul Rodrigues