Sport Club Penedense; um sobrevivente às tempestades internas

Não citamos a todos os ex-presidentes por se tratar uma lista enorme, e não por demérito de alguém. Pois todos tiveram as suas importantes participações.

Sport Club Penedense; um sobrevivente às tempestades internas

Muito se escreve sobre a longevidade do Sport Club Penedense, um dos clubes mais antigos do Brasil, com histórias de glórias que remontam a fases marcadas por grandes presidentes e elencos memoráveis. Contudo, costuma-se esquecer, por parte de muitos redatores, as piores fases — aquelas de profundas dificuldades financeiras e até de falta de acomodação adequada para os clubes visitantes ao longo de mais de dez décadas de existência.

Ressalte-se, neste artigo, a presença de alguns dos maiores presidentes de sua história: Sílvio Menezes Tavares, o maior defensor da existência do clube; Seu Antônio Diniz, que por diversas vezes hospedou jogadores em sua própria casa para manter o time em atividade, além de percorrer as ruas da cidade com a pasta debaixo do braço, em busca incansável de meios para garantir a sobrevivência do Sport Club Penedense.

Entre tantos outros presidentes que lutaram para que Penedo, por meio de seu time, fosse palco de grandes partidas do Campeonato Alagoano, destacam-se Dr. Fernando Andrade, verdadeiro patrimônio vivo do clube; Biu do Arroz, do Cajueiro Grande, responsável por um dos melhores momentos da equipe, marcada pela invencibilidade e pelo recorde de partidas sem derrotas; Manoel Toledo, que realizou investimentos particulares — inclusive com dois caminhões canavieiros — para deixar o clube sem dívidas ao final de seu mandato; e Dr. Alcides Andrade, reconhecido, segundo Alita Andrade, como o construtor da arquibancada do Centenário Alvirrubro Penedense. Todos eles dedicaram dias de suas vidas para que o time do coração não fechasse as portas.

Sobre os craques que por aqui passaram, dediquei artigo anterior, https://correiodopovopenedo.com.br/noticia/2024/01/03/l-1 rico em detalhes, registrando os méritos daqueles que mais sofreram para manter viva essa tradição — os senhores presidentes —, pois somente o amor pelo clube é capaz de explicar tamanha entrega.

Que o diga o atual presidente, Aerton Reis, e sua equipe, que seguem resistindo em meio a promessas não cumpridas por “autoridades” e às críticas vindas de quem apenas escreve ou fala, sem conhecer a dor e o sacrifício que sustentam o clube.

Finalmente, que viva o Sport Club Penedense, que, entre idas e vindas, continua fazendo a alegria do torcedor da Cidade dos Rochedos — a bela e amada Penedo.

Para os amantes da boa leitura, mais alguns artigos sobre o Centenário do Cajueiro Grande:

https://correiodopovopenedo.com.br/noticia/2024/04/04/sport-club-penedense-chegou-onde-nunca-esteve-serie-d-do-brasileiro

https://correiodopovopenedo.com.br/noticia/2024/03/25/se-2

https://correiodopovopenedo.com.br/noticia/2024/03/19/memorial-do-sport-club-penedense-torna-se-realidade-gracas-a-iniciativa-da-prefeitura-de-penedo

https://correiodopovopenedo.com.br/noticia/2024/01/05/inauguracao-de-refletores-e-marco-historico-dos-115-anos-do-sport-club-penedense

Creditos: Professor Raul Rodrigues