Oito produtos são proibidos pela Anvisa em 48 horas
28/11/2025, 09:10:43Ação da Anvisa em 48 horas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nos últimos dois dias, a suspensão e o recolhimento de lotes indevidos e irregulares de diferentes produtos. Até o momento, as medidas atingem 8 produtos distintos, como parte das ações de fiscalização realizadas pela agência.
Recolhimentos e Proibições
Nesta quinta-feira (27), a Anvisa anunciou o recolhimento de vários lotes de sabão líquido das marcas Ypê e Tixan Ypê após a detecção de contaminação microbiológica. Segundo a agência, análises realizadas pela própria fabricante, a Química Amparo Ltda., confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns lotes. Os produtos afetados são: Lava Roupas Líquido Ypê Express (lotes 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011, 205011 e 176011), Lava Roupas Líquido Tixan Ypê (lotes 254031 e 193021), Lava Roupas Líquido Ypê Power Act (lotes 190021, 223021 e 228031). A decisão inclui a suspensão da venda, da distribuição e do uso dos lotes citados.
Em nota oficial enviada ao Portal iG, a Ypê se pronunciou: "A Química Amparo informa que a publicação da Anvisa está diretamente relacionada às análises realizadas pela própria empresa. Trata-se de uma medida preventiva e cautelar, aplicada a 14 lotes específicos de lava-roupas. A cia reforça que, segundo a autoridade sanitária e considerando as características normais de uso do produto (diluição em água e ausência de contato prolongado com a pele) o risco ao consumidor é considerado baixo. A Química Amparo já havia identificado a necessidade do recolhimento e comunicado ao mercado, com informações divulgadas em todos os canais oficiais da marca."
Produtores e Itens Atingidos
Além disso, nesta quinta-feira, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes do produto SMART HAIR MICRO - SMART GR, da empresa Klug Indústria Química e de Cosméticos Ltda. O produto havia sido regularizado como cosmético, mas de forma irregular. A Anvisa afirma que o produto "possui características que induzem o usuário à aplicação e ao uso de forma invasiva, ou seja, além da camada superficial da pele e cabelos. Portanto, o produto não se enquadra como cosmético, estando irregular". Além do recolhimento, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto.
Ainda durante a quinta, a Anvisa pediu a apreensão do lote P08190 da toxina botulínica Dysport. A medida atinge apenas este lote em específico e determina a proibição da sua comercialização, distribuição e uso. A Anvisa informou que a fabricante que possui o registro do produto, a Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda, afirmou não ter produzido as unidades de Dysport pertencentes ao lote citado. A empresa também ressaltou que o material falsificado apresenta diferenças nas dimensões do rótulo e do frasco em relação ao produto original.
Na quarta-feira (26), a Anvisa já havia determinado a apreensão do Óleo de Avestruz Gold Green, produzido pela empresa Nutri Gyn Produtos Naturais Ltda. A medida proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo do produto. De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após a empresa Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Eirelli, fabricante no rótulo, declarar que não produziu o item e denunciou o caso como falsificação.
Outro produto atingido pela medida de fiscalização de quarta foi o Suplemento Alimentar de Vitaminas C e E com Extrato Natural de Aloe Vera, da empresa NS Produtos Naturais Ltda. O item também teve sua fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo proibidos, além de ter sido apreendido. A Anvisa ainda informou que a proibição e apreensão ocorre porque a aloe vera (babosa) não é autorizada para uso em suplementos alimentares e, além disso, o rótulo do produto não informa a origem da matéria-prima.
Além disso, a Anvisa determinou o recolhimento do vinagre de maçã da marca Castelo, fabricado pela Castelo Alimentos S/A. O produto teve a comercialização, a distribuição e o consumo suspensos. Segundo a Anvisa, o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Distrito Federal, o vinagre foi reprovado no teste quantitativo para pesquisa de dióxido de enxofre. A análise identificou a presença da substância em quantidade que não estava declarada no rótulo. O dióxido de enxofre em alimentos sem a devida identificação pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis a esse composto químico.
O "Pó para preparo de bebida vegetal", da marca Livestrong/Essential Nutrition, também foi alvo de ação fiscal e deverá ser recolhido. Com a medida, o produto da empresa INP Indústria de Alimentos Ltda. teve a comercialização, a distribuição, a fabricação, a divulgação e o consumo suspensos. A irregularidade está relacionada à presença de proteína de fava hidrolisada, ingrediente que não teve sua segurança avaliada para uso em alimentos.
Outro produto atingido foi o Picolé de Açaí, Guaraná e Canela Naturalle Ice, fabricado pela J M J Re Torres Indústria de Alimentos Ltda. Assim como os demais, o item teve suspensas a comercialização, a distribuição, a fabricação, a divulgação e o consumo. Segundo a Anvisa, a creatina usada no produto em questão não teve a segurança avaliada para utilização em alimentos, sendo autorizada apenas em forma de suplementos voltados ao público adulto.
Conclusão e Acompanhamento
O Portal iG entrou em contato com as empresas envolvidas nos processos de fiscalização da Anvisa, mas não obteve resposta até o momento da publicação. A matéria será atualizada assim que recebermos retorno. O espaço segue aberto para manifestações.