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Xi Jinping, da China, diz na ONU que democracia 'não é direito especial reservado a um único país'

22/09/2021 07h27
Discurso do mandatário chinês criticou indiretamente os EUA e defendeu o multilateralismo; Xi também se comprometeu a disponibilizar vacinas contra a Covid e acabar com usinas a carvão chinesas no exterior.
Xi Jinping, da China, diz na ONU que democracia 'não é direito especial reservado a um único país'

O presidente da ChinaXi Jinping, defendeu o multilateralismo e criticou o que chamou de "monopólio da defesa da democracia" nesta terça-feira (21) durante seu discurso na 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

 

"A democracia não é um direito especial reservado a um único país, mas um direito para os povos de todos os países", disse o mandatário chinês em uma transmissão.

 

Xi falou após Joe Biden, presidente dos Estados Unidosfazer sua estreia na ONU. Em um discurso calmo e comedido, o chinês não fez menção à histórica rivalidade contra os americanos, mas fez críticas indiretas ao país e às recentes movimentações do Ocidente.

Em seu discurso, por exemplo, o presidente afirmou que intervenções militares externas para a promoção da democracia em outros países "só causaram danos" – isso sem citar diretamente os EUA e a retirada americana do Afeganistão.

 

“Diferenças e problemas entre os países, dificilmente evitáveis, precisam ser tratados por meio do diálogo e da cooperação, com base na igualdade e no respeito mútuo”, disse Xi.

 

Além disso, o presidente chinês afirmou que o mundo deve “rejeitar a prática de formação de pequenos grupos”, em uma clara referência ao recente acordo militar anunciado por EUA, Austrália e Reino Unido para fornecer ao governo australiano uma frota de submarinos com propulsão nuclear.

Combate ao coronavírus

 

Xi defendeu a cooperação internacional para que o mundo possa pôr fim à pandemia e disse que a China vai produzir 2 bilhões de doses de vacinas contra o vírus até o final deste ano. Disse ainda que pretende doar cerca de 100 milhões de doses para países em desenvolvimento.

Ele também criticou a "politização das investigações" sobre as origens da Covid-19. Os EUA chegaram a acusar o governo de Pequim de não agir para controlar o surto. Os americanos também chegaram a sugerir que a pandemia poderia ter surgido de uma falha em um laboratório de Wuhan.

Uma investigação preliminar, comandada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apontou que o coronavírus Sars-Cov-2 "mais provavelmente" foi transmitido de um animal para os humanos. No entanto, a Casa Branca insiste que mais buscas sejam feitas.

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Fonte: g1.globo.com