Mundo

Testemunha diz que carro de grávida avançou semáforo

03/01/2012 04h56
Testemunha diz que carro de grávida avançou semáforo

Uma testemunha que estava em um carro que se envolveu no acidente em que uma grávida morreu, na madrugada de anteontem, na zona sul de São Paulo, disse que a colisão foi ocasionada pelo marido da vítima, que avançou o sinal vermelho.

No acidente de anteontem, a comerciante Lilian Maria dos Santos, 30 anos, foi lançada para fora do Fiat Idea em que estava e morreu após o veículo bater no Peugeot dirigido pelo autônomo Carlos Alberto Aparecido de Souza Dias Fiore, 29 anos, na esquina das avenidas Abraão Ribeiro e Bosque da Saúde.

O parto foi feito, mas o recém-nascido morreu no hospital.

O boletim de ocorrência falava que Lilian dirigia o carro --mas o condutor era o marido dela, o vendedor Landerson Correa Rodrigues, 37 anos.

"Eu estava no banco do passageiro e vi muito claramente que foi o outro veículo que furou o sinal. Eu estava 100% sóbrio", afirmou o corretor de imóveis Eduardo Goulart, 24 anos, amigo de Fiore.

Fiore foi preso em flagrante sob a suspeita de duplo homicídio doloso (intencional). Exame constatou que ele havia ingerido bebida alcoólica.

Em 2010, ele fora detido por dirigir embriagado.

"Meu amigo tem de pagar por dirigir alcoolizado, mas não pela morte da grávida", afirmou Goulart.

Investigação

O delegado Airton Sante Amore afirmou que Rodrigues não fez testes de alcoolemia porque "não foi aventada essa possibilidade", mas vai investigar a tese.

O advogado Marco Antonio Arantes de Paiva, que defende Rodrigues, disse que seu cliente não consome bebidas alcoólicas.

"Estou me inteirando do caso e vou apurar se ele furou o sinal", disse o advogado.

 

Folha de S.Paulo

Autor: Redacao I