Mundo

Polícia apura se mãe atirou filho de prédio e se jogou

03/01/2012 04h59
Polícia apura se mãe atirou filho de prédio e se jogou

Uma mulher de 33 anos e seu filho, de seis, morreram na madrugada de ontem após caírem do 15º andar de um prédio na região do Sumaré (zona oeste da capital).

Segundo a Polícia Militar, os dois caíram do apartamento por volta das 2h.

A PM foi acionada pelo porteiro do prédio, que afirmou ter ouvido um barulho alto parecido com o de objetos caindo no pátio.

Ao deixar a cabine, o porteiro disse que se deparou com os corpos de Cássia Cristina dos Santos Gomes e do menino.

A polícia trabalha com a hipótese de que ela tenha jogado a criança e depois cometido suicídio. A rede de proteção da varanda do apartamento foi cortada.

Cássia tinha outra filha adolescente, que não estava no apartamento.

"Temos alguns indicativos do suicídio, já que o porteiro afirmou que ninguém entrou ou saiu do apartamento ontem", diz Marco Aurélio Batista, delegado titular do 23º DP, responsável pelo caso.

Depressão

Segundo a polícia, no local foram encontrados bilhetes que podem revelar a intenção de Gomes se matar.

O boletim de ocorrência sobre o caso relata que os bilhetes trazem mensagens indicando que ela teria jogado o filho e depois se atirado porque sua mãe teria um relacionamento com seu ex-marido, o policial Ismar José da Cruz, pai da criança.

As mensagens trazem menções a e-mails enviados a amigos, em que afirmava estar com depressão.

Um dos seguranças do prédio, que pediu para não ser identificado, diz nunca ter percebido sinais de depressão em Cássia.

"Eu a via todos os dias. No sábado, ela saiu de carro com as crianças e desejou um feliz Ano-Novo. Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer", diz o vigia.

Moradores ouvidos pela reportagem afirmam jamais ter tido contato com Cássia. Segundo eles, ela morava há pelo menos um ano ali.

Em outubro do ano passado, a Justiça determinou o sequestro dos bens do ex-marido, policial que é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de ter uma evolução patrimonial incompatível com seu salário mensal, de cerca de R$ 3.500.

A reportagem tentou contatar o advogado que o defendia no caso, mas ele não respondeu aos recados.

 

Folha de S.Paulo

Autor: Redacao I