Mundo

Polícia aponta acusado de comandar ataques a ônibus em Maceió

21/12/2011 07h04
Polícia aponta acusado de comandar ataques a ônibus em Maceió

O reeducando Sílvio da Silva é apontado pela Polícia Civil como o responsável por orquestrar as queimas de ônibus em Maceió. O primo de Sílvio, identificado com Jackson Amâncio de Souza, foi detido nesta terça-feira, 20, por participação nos delitos.

Segundo informações do delegado responsável pela investigação, Ronilson Medeiros, titular da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), Sílvio, de dentro do presídio, orientava o primo a colocar o plano em prática.

Após receber as instruções do primo, Jackson passou a comandar a facção criminosa, que incendiou os ônibus.

"A intenção dos incêndios criminosos era desestabilizar a segurança pública e colocar medo na população", disse Medeiros.

Sílvio encontra-se no sistema prisional desde 2008, quando foi detido no bairro de Guaxuma com oito quilos de crack. Nesta terça, ele receberia o alvará de soltura, mas como estava sendo investigado a Polícia Civil solicitou a 17ª Vara Criminal a permanência de Silvio no presídio.

"Pela quantidade de drogas que ele foi preso, nota-se que não estamos falando de um traficante qualquer. Os membros de sua quadrilha estavam esperando ele sair do presídio para fazer outras ações criminosas", afirmou o delegado.

Ronilson Medeiros acredita ainda que Alexandre Nunes Ferreira, 22 anos, o Roqueiro, preso ontem durante uma operação no Loteamento Terra de Antares, tenha mesmo ligação com a quadrilha de Sílvio.

Os acusados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e crimes contra o patrimônio público.

Maiores detalhes sobre o caso não podem ser revelados em razão do segredo de justiça. Sílvio e Jackson serão ouvidos pela polícia ainda nesta tarde.

Para o promotor da Vara de Execuções Penais, Ciro Blatter, o problema do sistema prisional deve ser resolvido pelo Governo de Alagoas. "O Governo deve tomar as providências. A situação é péssima e não existe ressocialização. Com relação ao PCC, ele é um problema nacional, não só de Alagoas. E os presos com telefones é algo muito complicado de impedir, pois as próprias visitas entram com os aparelhos”, finalizou Blatter.

 

Alagoas 24 Horas

 

Autor: Redacao I