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Novos condenados por protestos em Cuba recebem penas de até 18 anos de prisão

22/06/2022 18h38
Em 11 e 12 de julho de 2021, milhares de pessoas se reuniram em 50 cidades cubanas para fazer protestos contra o governo do Partido Comunista. Foram os maiores atos públicos desde a Revolução Cubana, em 1959. Agora, o regime condena centenas de pessoas a penas severas
Novos condenados por protestos em Cuba recebem penas de até 18 anos de prisão

A Justiça de Cuba sentenciou 74 participantes dos protestos contra o governo em julho de 2021 nesta quarta-feira (22) —no total, já há 488 condenados, de acordo com a Procuradoria-Geral do país.

Os juízes absolveram dois réus.

A maioria (56) dos condenados nesta quarta-feira receberam penas de 10 a 18 anos de prisão. Os 18 restantes tiveram como penas prestação de serviços à comunidade.

Segundo a Procuradoria, os condenados "atentaram contra a ordem constitucional e a estabilidade de nosso Estado socialista".

Condenados por protestar

 

Em 11 e 12 de julho de 2021, milhares de pessoas se reuniram em 50 cidades cubanas para fazer protestos contra o governo do Partido Comunista. Foram os maiores atos públicos desde a Revolução Cubana, em 1959.

Houve confrontos, uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas A polícia prendeu centenas de manifestantes.

As autoridades cubanas afirmam que as manifestações foram orquestradas pelo governo do Estados Unidos, que exige de Havana a libertação de presos políticos.

 

Pena de até 25 anos

 

Em janeiro, o governo comunista informou que 790 pessoas foram indiciadas por estes protestos, entre elas, 55 menores.

Até a semana passada, as autoridades judiciais haviam informado 414 condenados em última instância. Entre esses, havia 36 com penas de até 25 anos de prisão por sedição.

Em maio, dez meses depois dos protestos massivos, o Parlamento cubano aprovou por "unanimidade" um novo Código Penal, com tipificações mais rigorosas como a "participação em atividades subversivas", em uma contundente dissuasão às manifestações.

 

EUA opinam

 

A embaixada americana se pronunciou em uma rede social. Os representantes do governo dos EUA questionaram a prisão de um dos líderes das manifestações, Daniel Ferrer, preso em 11 de julho em Santiago de Cuba.

"Por que o regime de Cuba impediu Daniel Ferrer de falar com sua família por 17 dias, inclusive no Dia dos Pais? José Daniel e todos os manifestantes do #11J detidos devem ser libertados", afirmou a representação diplomática.

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Fonte: g1.globo.com