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Luvas de Michael Jackson vão ajudar a pagar por vacinas contra Covid em Guiné Equatorial

22/09/2021 16h41
Ao lado de outros itens raros, luvas que valem mais de R$ 1 milhão estão entre bens confiscados do vice-presidente Teodorin Nguema Obiang Mangue, acusado de fraude e corrupção. No total, mais de R$ 142 milhões serão arrecadados e usados no combate à doença em país centro-africano.
Luvas de Michael Jackson vão ajudar a pagar por vacinas contra Covid em Guiné Equatorial

Um par de luvas incrustadas de joias, que pertenceram a Michael Jackson, estão entre os itens que serão revertidos em vacinas contra Covid-19 para a população de Guiné Equatorial, após a apreensão de milhões em bens do vice-presidente do país, Teodorin Nguema Obiang Mangue.

Fã do "rei do pop", entre a coleção de itens raros do vice-presidente do país centro-africano estaria ainda uma jaqueta autografada, usada pelo cantor na época do lançamento da música “Thriller”. O confisco também incluiu carros e propriedades.

No total, quase US$ 27 milhões (mais de R$ 142 milhões) vindos de bens confiscados do político – que também é filho do presidente – serão usados para este fim. Apenas as luvas estão estimadas em US$ 275 mil (cerca de RS$ 1,45 milhão).

A maior parte desse dinheiro será entregue à ONU para a distribuição das vacinas, e o restante irá para uma organização de caridade em Silver Spring, Maryland, que entrega medicamentos e suprimentos médicos na Guiné Equatorial.

Um comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgado na segunda-feira (20), explica que um acordo de confisco foi feito ainda em 2014 entre o país e Obiang Mangue, após um processo de enriquecimento ilícito.

 

Segundo o comunicado, em 2011, quando era ministro da Agricultura e Silvicultura, ele recebia um salário oficial de menos de US$ 100 mil, mas “usou sua posição e influência para acumular mais de US$ 300 milhões em ativos por meio de corrupção e lavagem de dinheiro, em violação às leis dos Estados Unidos e da Guiné Equatorial”.

Carnaval no Brasil

 

Em 2015, a Guiné Equatorial foi tema do desfile de Carnaval da Beija Flor, no Rio de Janeiro, e rendeu o campeonato à escola carioca. Em troca, a Beija Flor teria recebido € 10 milhões de patrocínio. Na época, o governo do país africano negou ter dado o patrocínio e afirmou ter apenas contribuído com material e informações para a escola de samba.

Mas independentemente da ajuda financeira, os cariocas puderam ver de perto o lado esbanjador de Obiang Mangue, que gastou R$ 79 mil apenas em um jantar em um restaurante de frutos do mar, reservou sete suítes de cobertura no hotel Copacabana Palace e alugou dois camarotes onde os 40 convidados foram regados com champanhe Dom Pérignon durante o carnaval.

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Fonte: g1.globo.com