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Homem que matou duas irmãs em Londres para 'ganhar na loteria' é condenado a prisão perpétua

28/10/2021 16h11
Polícia achou no quarto do condenado um texto manuscrito assinado com sangue que prometia a uma entidade demoníaca chamada Lucifuge Rofocale, um suposto primeiro-ministro do Inferno, matar seis mulheres a cada seis meses, em troca de riquezas. Nos dez dias que se seguiram ao assassinato, ele gastou cerca de R$ 1.230 em bilhetes de loteria, ou em apostas, sem sucesso.
Homem que matou duas irmãs em Londres para 'ganhar na loteria' é condenado a prisão perpétua

Um jovem de 19 anos do Reino Unido foi condenado na quinta-feira (29) por um duplo homicídio que ele cometeu porque ele "não ganhou na loteria".

Danyal Hussein, de 19 anos, foi condenado por ter esfaqueado Nicole Smallman, de 27, e Bibaa Henry, de 46, duas irmãs negras, em um parque de Wembley, no noroeste de Londres, em junho de 2020.

Imagem do parque onde duas irmãs foram assassinadas em Londres em 2020 — Foto: Reprodução/Google Maps

O tribunal concluiu que o acusado se lançou em uma "campanha de vingança" contra estas duas mulheres, escolhidas de forma aleatória, por não ter ganhado na loteria.

 

No quarto do assassino, a polícia encontrou um texto manuscrito assinado com sangue que prometia a uma entidade demoníaca chamada Lucifuge Rofocale, um suposto primeiro-ministro do Inferno, matar seis mulheres a cada seis meses, em troca de riquezas.

Nos dez dias que se seguiram ao assassinato, ele gastou mais de 160 libras (Cerca de R$ 1.230) em bilhetes de loteria, ou em apostas, sem sucesso.

Em audiência nesta quinta, Hussein foi condenado à prisão perpétua pela juíza Philippa Whipple, com pena mínima de 35 anos, por ter "assassinado brutalmente" as duas mulheres.

 

O condenado, cujo DNA foi encontrado na cena do crime depois que ele se feriu, recusou-se a testemunhar em seu julgamento. Alegou não ser responsável pelo duplo homicídio, nem pela redação do pacto.

 

Erros da polícia

 

Na terça-feira (26), o órgão responsável pelos padrões éticos da polícia local - a Autoridade Independente para a Deontologia Policial (IOPC, na sigla em inglês) - listou os erros e a atitude "inaceitável" da Scotland Yard sobre o assunto.

Os familiares das duas irmãs denunciaram muito rapidamente seu desaparecimento. As lacunas no tratamento da informação recebida levaram, porém, ao encerramento da busca. Os corpos acabaram sendo encontrados pela própria família.

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Fonte: g1.globo.com