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Comitê de agência americana rejeita dose de reforço da vacina da Pfizer contra a Covid

18/09/2021 08h56
À FDA, pesquisadores disseram que há poucas evidências sobre necessidade de dose extra. OMS defende que imunizantes sejam distribuídos entre países mais pobres.
Comitê de agência americana rejeita dose de reforço da vacina da Pfizer contra a Covid

Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) rejeitou um plano para oferecer doses de reforço da Pfizer contra Covid-19 para a maioria dos cidadãos dos Estados Unidos.

A votação ocorreu nesta sexta-feira (17): foram 16 votos contra e 2 a favor. A decisão foi um golpe contra os esforços do governo de Joe Biden em reforçar a proteção das pessoas contra o vírus e sua nova versão mais contagiosa, a variante delta.

A discussão do comitê durou por várias horas e os especialistas independentes da FDA argumentaram que a Pfizer apresentou poucos dados sobre a segurança da aplicação das doses extras. Além disso, eles reclamaram que os dados fornecidos por pesquisadores israelenses sobre sua campanha de reforço podem não ser adequados para prever a experiência dos EUA.

Reforço ou não?

 

Nos últimos dias, cientistas de dentro e de fora do governo americano se mostraram divididos sobre a necessidade da aplicação das doses de reforço da vacina contra a Covid. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) se opõe à medida: o braço das Nações Unidas ligado à saúde defende que as doses sejam distribuídas primeiro aos países mais pobres.

O comitê da FDA levou em consideração os estudos apresentados até agora sobre o assunto. Embora as evidências sugiram que os níveis de imunidade dos vacinados com duas doses caiam após alguns meses, a vacina continua sendo eficaz contra casos graves e mortes devido ao coronavírus — levando em consideração, inclusive, a variante delta.

Autor: Associated Press

Fonte: g1.globo.com