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Alemanha terá um epidemiologista como ministro da Saúde

06/12/2021 16h18
O novo ministro da Saúde é do mesmo partido de Olaf Scholz, o próximo chanceler. Fazem parte da coalizão de governo o Partido Liberal (que vai assumir a pasta das Finanças) e os Verdes, que assumem o Ministério de Relações Exteriores.
Alemanha terá um epidemiologista como ministro da Saúde

Os partidos que formam a coalizão que vai assumir o poder na Alemanha começaram a indicar quem serão as pessoas que vão governar o país nesta segunda-feira (6). Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), deverá assumir o cargo de líder do país na quarta-feira, com uma votação no Parlamento.

Os partidos Liberal Democrata (FDP) e Verdes apoiam o SPD para formar a frente política dominante na Alemanha.

O SPD nomeou nesta segunda-feira o parlamentar e especialista em questões de saúde Karl Lauterbach como ministro da Saúde. Lauterbach se tornou uma figura proeminente durante a pandemia, apelando por lockdowns e vacinação na televisão e nos jornais.

Ele pediu medidas mais rígidas para controlar a pandemia desde que o coronavírus surgiu (defendeu medidas como tornar a vacina obrigatória, restringir mais as opções dos não vacinados e fechar todos os bares e clubes até o fim da quarta onda de infecções.

Lauterbach, de 58 anos, estudou epidemiologia em Harvard.

Além dele, ocuparão postos importantes:

 

  • Annalena Baerbock: ministra das Relações Exteriores;
  • Christian Lindner: ministro das Finanças;
  • Robert Habeck: ministério da Economia e proteção do clima

Annalena Baerbock, que foi candidata dos Verdes para a chancelaria. Ela se tornará a primeira mulher à frente das Relações Exteriores alemãs. Baerbock prometeu colocar os direitos humanos no centro da diplomacia alemã e defendeu uma maior firmeza com Rússia e China após os anos de pragmatismo comercial de Merkel.

Christian Lindner, do partido Liberai, ficou em quarto lugar nas eleições. Ele diz ser contrário a qualquer aumento dos impostos e a favor da austeridade orçamentária, e afirmou que as empresas, e não o governo, devem tomar a liderança na transição energética.

Robert Habeck é escritor e filósofo. Ele deverá implementará o programa de medidas contra o aquecimento global definido pela nova coalizão, especialmente a retirada do carvão para 2030.

 

Aprovações dos partidos

 

O SPD e o FDP votaram a favor do acordo para formar o governo no fim de semana. Nesta segunda-feira, 86% dos cerca de 71 mil membros dos Verdes que participaram da votação decidiram integrar a coalizão.

Scholz, que foi ministro das Finanças da chanceler Angela Merkel, enfrenta o desafio de dominar uma quarta onda de Covid-19 que forçou os 16 Estados da Alemanha a implementar restrições severas, especialmente aos não vacinados.

Os três partidos vão assinar oficialmente o acordo de coalizão na terça-feira, e a câmara baixa do Parlamento alemão deve votar em Scholz como chanceler no dia seguinte.

FDP defende políticas de centro

 

O líder dos liberais, Christian Lindner, que será o ministro das Finanças no próximo governo, procurou dissipar preocupações da ala mais conservadora do FDP e descreveu o acordo de coalizão como um documento que impulsiona políticas de centro.

O acordo "não empurra nosso país para a esquerda, mas pretende levá-lo adiante", disse.

A votação foi realizada com a presença física de apenas alguns membros mais importantes do partido, enquanto os demais votaram de forma remota devido às restrições para combater a pandemia.

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Fonte: g1.globo.com