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Vida pregressa dos candidatos

03/09/2012 11h07
A trajetória da maioria dos candidatos à prefeito de SP está registrada no Acervo
Vida pregressa dos candidatos

Promessas, contradições, trajetória política, temas delicados, disputas, vitórias, bravatas e quase tudo o mais que aconteceu na vida pública da maioria dos candidatos à Prefeitura de São Paulo está no Acervo Estadão

É o caso do atual líder nas pesquisas de intenção de voto Celso Russomanno, candidato do PRB. No Acervo, está registrada desde as primeiras aparições públicas do candidato, como colunista social do programa de televisão Circuito Night and Day, além de sua atuação como repórter no Aqui Agora.

Também é possível relembrar o episódio da morte de sua mulher, no qual ele filmou a busca de informações nos corredores do hospital. O fato repercutiu – e sua carreira de repórter em defesa dos consumidores deslanchou. Em decorrência da popularidade, candidatou-se pelo PSDB e foi o deputado federal mais votado em 1994.

A entrada na política era uma pretensão de Russomanno desde sua primeira entrevista em 1980, quando declarou ao Jornal da Tarde suas pretensões: “Eu adoro política, quero fazer política, não escondo isso de ninguém”. Na época, Russomanno era uma das figuras envolvidas no caso conhecido como Miguelzinho do Detran. e estava sendo acusado de vender números de placas no departamento de trânsito.

Apesar da popularidade de Russomanno, dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB) é o que tem a vida política mais extensa e documentada no Acervo. De líder estudantil, passando por secretárias, ministérios, governo, prefeitura, vitórias e derrotas em eleições são mais de 50 anos.

A primeira menção a ele foi em 1960 na propaganda do cursinho Anglo-Latino homenageando os estudantes que entraram em cursos de Engenharia. Serra entrou na Escola Politécnica da USP na 184ª posição. Na política, apareceu em 1963 como líder estudantil. Em sua posse na União Nacional dos Estudantes (UNE), declarou que a democracia era uma “máscara para acobertar a subordinação do Brasil ao imperialismo”. O discurso serviu, dois anos depois, para acusá-lo de “subversão nos meios acadêmicos” no processo movido pela Justiça Militar. Em 1966, foi condenado a três anos de prisão. Exilado, só voltaria em 1978.

Assim como Serra, o petista Fernando Haddad estreou no jornal como líder estudantil. Em 1984, era o presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Foi entrevistado para comentar a repercussão da morte de Tancredo Neves. Haddad aparece novamente nas páginas do Estadão no fim da década de 1990, atuando como cientista político e professor da USP.

Toda sua carreira na administração pública foi registrada, desde 2001, como chefe de gabinete da Secretaria de Finanças de São Paulo, até se tornar ministro da Educação.

Com uma visibilidade maior entre jovens, por ter sido apresentadora da MTV, Soninha (PPS) usou as aparições na televisão para criar uma plataforma política. Ela provocou polêmica em 2001, quando foi demitida da TV Cultura após declarar que consumia maconha. A declaração a acompanha até hoje.

Eymael e Levy Fidelix também tentaram capitalizar a exposição, mas não obtiveram o mesmo êxito. Eymael presidente da Associação Brasileira das Empresas Organizadoras de Congressos, com palestras sobre “técnicas de congressos e eventos”. Foi deputado constituinte pelo PDC.

Levy Fidelix do PRTB, também começou na televisão, apresentando na década de 1980 o TV Informátika. O “primeiro programa especializado em informática no Brasil”, dizia o anúncio da candidatura para deputado federal publicado no Estado em 1986. Durante a trajetória – nunca se elegeu – Fidélix mudou, além de tirar a barba, trocou de projeto. Antes do aerotrem defendia a “independência brasileira na informática”.

Gabriel Chalita, surgiu no noticiário em 1989, com 19 anos e presidente da Câmara dos Vereadores de Cachoeira Paulista. Além de toda atuação na política, o jornal também registrou em 2006 sua carreira de escritor, com 37 livros publicados.

Paulinho não era da Força, mas já era do sindicalismo. Em 1985, a trajetória do então presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo começa com Adhemar de Barros pedindo apoio à sua candidatura para prefeito de São Paulo.

SAIBA MAIS SOBRE A TRAJETÓRIA DOS CANDIDATOS

Celso Russomanno

José Serra

Fernando Haddad

Gabriel Chalita

Paulinho

Soninha

Carlos Giannazi

Eymael

Levy Fidelix

Ana Luiza

Anaí Caproni

Miguel

Autor: Carlos Eduardo Entini

Fonte: Estadão.com.br/Agência Estado