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Na terça, Fenaban propôs reajuste de 7,5% para os salários, o que representa um aumento real de 2%

26/09/2012 18h11
Nesta terça-feira, a Fenaban propôs reajuste de 7,5% para os salários, o que representa um aumento real de 2%; a oferta agradou aos sindicalistas
Na terça, Fenaban propôs reajuste de 7,5% para os salários, o que representa um aumento real de 2%

SÃO PAULO - Os bancários de São Paulo que trabalham em instituições privadas aprovaram em assembleia na noite desta quarta-feira o fim da greve da categoria, que teve início no dia 18. Na terça-feira, a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) propôs ao Comando Nacional dos Bancários um reajuste de 7,5% para os salários, o que representa um aumento real de 2%. A oferta dos banqueiros agradou aos sindicalistas que sinalizaram o fim da greve.

Até o momento, os bancários de instituições privadas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Rondônia, Roraima e Rondônia confirmaram as perspectivas do Comando Nacional e decidiram aprovar a proposta da Fenaban e voltar ao trabalho amanhã. O levantamento está sendo feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que acompanha as assembleias de todo o País entre a noite desta quarta-feira e na quinta-feira(27).

As assembleias de funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil acontecem separadamente, por conta das demandas específicas dos funcionários dos dois bancos. Os trabalhadores das duas instituições ainda estão reunidos em assembleias, nesta noite, para decidir se aceitam a proposta da Fenaban.

"A proposta foi aprovada por unanimidade", disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. De acordo com ela, os funcionários dos bancos privados representam quase 90% do total dos bancários de São Paulo. Ao todo, a categoria tem 500 mil trabalhadores no País, sendo 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

No final de agosto, a Fenaban havia apresentado proposta linear de reajuste de 6% para salários, pisos e benefícios. O pedido dos trabalhadores anteriormente era de 10,25% de reajuste salarial, sendo 5% de aumento real. Em 2011, de acordo com Cordeiro, a categoria ficou parada por 21 dias e recebeu aumento real de 1,5%. Neste ano, com oito dias de mobilização, os bancários conseguiram aumento real de 2%.

Entre outras coisas, a Fenaban propôs, além do aumento salarial, reajuste de 8,5% (2,95% de aumento real) para piso salarial, vale alimentação e vale refeição. O piso do caixa passa de R$ 1.900,00 para R$ 2.056,89. O vale alimentação passa de R$ 339,08 para R$ 367,92. O vale-refeição vai de R$ 19,78 para R$ 21,46 por dia. O aumento proposto pela Fenaban para a parte fixa da participação nos lucros e resultados (PLR) e para o teto do adicional foi de 10% (aumento real de 4,37%). A PLR adicional é de 2% do lucro líquido distribuído de forma linear.

Autor: Beatriz Bulla

Fonte: Estadão/Agência Estado