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Eletrobrás e Procon apontam dicas sobre eletrodomésticos queimados

26/10/2012 09h31
Saiba o que fazer para não ficar no prejuízo.
Eletrobrás e Procon apontam dicas sobre eletrodomésticos queimados

Como se não bastasse o fato de passar várias horas no escuro após o apagão que atingiu a região nordeste e deixou milhões de consumidores prejudicados, muitos podem ser os problemas de ordem doméstica. Entre eles, a queima de aparelhos eletrodomésticos que geram até problemas judiciais entre a população, a Eletrobrás e até o Procon.

Passada a queda de energia, o consumidor percebe que algum aparelho eletrodoméstico apresenta problemas ou não funciona, é recomendável que a Eletrobrás seja procurada no primeiro dia útil após o fato, seguindo dois caminhos, procurar a central de atendimento e posteriormente solicitar o ressarcimento. No entanto, o consumidor tem um prazo de 90 dias para reclamar, caso sinta-se lesado.

Porém, a Eletrobrás tem um procedimento a seguir, que é o envio de uma equipe, de funcionários ou de uma empresa terceirizada, que irá analisar o aparelho com defeito e depois do processo, confirmar se deve ou não ressarcir o consumidor.

Caso confirme o ressarcimento, a empresa terá um prazo de 15 a 45 dias para efetuar o pagamento que será definido de acordo com o problema e o aparelho apresentar em detrimento da queda de energia.

Segundo Edson Lima, do departamento comercial da Eletrobrás Distribuição Alagoas, é necessário que o consumidor lesado não pule etapas e procure a princípio a empresa fornecedora de energia.

“Não adianta pular etapas e procurar primeiro o Procon. É preciso que o consumidor venha aqui na empresa, faça o seu questionamento e nós iremos atendê-lo. Com relação ao apagão e a possível queima de aparelhos, nós iremos enviar uma equipe que irá analisar o fato e se confirmado o problema, iremos ressarcir dentro do prazo de 15 a 45 dias. Mas, é importante ressaltar a relação consumidor e fornecedor”, disse.

Em caso da empresa dar uma resposta negativa quanto ao ressarcimento, o consumidor não precisa se preocupar. O caminho a ser seguido é buscar o Procon. Apresentando todos os documentos dos contatos feitos com a empresa fornecedora, o órgão deverá realizar uma nova vistoria, feito por um terceiro profissional, sem ligação com as partes, de acordo com o superintendente Rodrigo Cunha.

“O processo é rápido e simples. O processo é rápido e simples, mas deve a princípio, ser resolvido com a fornecedora. Caso não obtenha o resultado esperado, o Procon deve ser procurado e nós estaremos fazendo uma vistoria sem interesses e iremos decretar se o prejuízo terá ou não de ser ressarcido”, disse.

Neste segundo processo, o Procon tem total autonomia para fazer uma segunda avaliação no aparelho, ratificando a decisão da empresa em não indenizar o consumidor, bem como apontar um erro da empresa e determinar o pagamento da indenização pelo dano.
 

Autor: Paulo Chancey Junior

Fonte: CadaMinuto