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Como a inflação obrigou as lojas de R$ 1,99 a se reinventarem e mudarem de nome

14/05/2022 08h00
Dólar nas alturas e problemas internos como inflação, orçamento apertado das famílias e juros elevados contribuíram para o aumento no valor dos produtos.
Como a inflação obrigou as lojas de R$ 1,99 a se reinventarem e mudarem de nome

As famosas lojas de R$ 1,99 espalhadas por todo o Brasil começaram a sentir a inflação e alta do dólar e tiveram que aumentar o preço dos produtos. Muitas lojas precisaram se reinventar e até mudar de nome.

No meio da pandemia de Covid-19, uma loja de Belo Horizonte, por exemplo, teve que aumentar o preço.

“A gente não estava conseguindo encontrar mercadoria que atendesse o nosso preço de venda. O valor do plástico, ele subiu, e a cada mês ele ia subindo mais. Uma mercadoria que antes a gente pagava R$ 1,20, foi para R$1,80”, explica a administradora da loja, Júnia Pimenta.

Muitos dos produtos vendidos nesse tipo de comércio são importados, e são afetados diretamente pela alta do dólar e a inflação alta. Mas problemas internos como juros elevados e orçamento apertado das famílias também contribuíram para o aumento.

O consultor de mercado, Marcelo Íkaro, diz que essa combinação provocou uma mudança profunda nas lojas de R$1,99.

 

“Eles começaram a substituir esses produtos [importados] por produtos alimentícios”, conta.

 

Foi isso que uma rede tradicionalmente de R$ 1,99 fez. Agora, os preços nas quatro unidades em SP mudaram. Atualmente, as lojas estão com cara de supermercado.

 

“Entramos com uma linha completa de alimentos. Hoje você vem aqui na rede, você vai achar o feijão, farinha, sal, o leite condensado, gelatina. Então, com isso, nós aumentamos a linha de produtos e conseguimos trazer mais clientes para loja”, explica Marcelo Santos, gerente de rede.

Autor: Jornal da Globo

Fonte: g1.globo.com