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A quem deve ser concedido o poder de julgar um político?

04/05/2012 09h49
A quem deve ser concedido o poder de julgar um político?
Segundo a norma clássica da política e da justiça, os atos falhos de gestor devem ser julgados pelo parlamento que para isso existe e que também é pago. Afinal o parlamento tem por ação precípua fiscalizar o executivo durante o exercício do mandato e ao seu final. À justiça cabe apreciar denúncias, investigar os fatos denunciados podendo para tanto contar o apoio imprescindível das polícias técnicas e/ou os tribunais de contas. Estadual ou federal. Bom senso, o que pode acontecer antes ou depois de uma eleição. Em caso de improbidades administrativas cometidas que se encaminhem os fatos ao Ministério Público que deverá mediar às querelas existentes entre executivo e legislativo. Entretanto, por serem os dois processos lentos – quase intermináveis – sendo o primeiro, um julgamento político, e por isso sujeito a entorses provocadas pela própria política, e, o segundo, ao “recorrer eternos” provocados pelas bancas de advogados que protela sobremaneira a decisão final, que se torne público o inteiro teor das possíveis denúncias – improbidades praticadas – para que o povo possa julgar em um único dia o destino do ente acusado. O dia das urnas! Neste aspecto nos deparamos ainda com o poder de convencimento das partes envolvidas, denunciantes e denunciados, diante do maior jure promovido pelo plural das opiniões que é o julgamento e veredicto da população. Mesmo encontrando-se neste julgamento a fragilidade do nível cultural de um povo – o senso comum – segundo a própria Constituição Federal “o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”! Portanto, 07 de outubro deve ser o julgamento de como Penedo precisa ser de fato gerenciada. Se pelos que se dizem acusados ou pelos que acusam. Muito embora, as obras de um dos propositores devam servir de parâmetros para a escolha final. Isto é democracia! Por: Raul Rodrigues

Autor: Raul Rodrigues