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Rodrigo Caio, do Flamengo, lembra mágoa com Aguirre e exalta visita de Paulo Sousa: "Coração muito bom"

12/05/2022 19h46
De volta aos jogos do Flamengo após 155 dias sem atuar, zagueiro destaca imagem do fotógrafo Gilvan de Souza como símbolo da união do elenco
Rodrigo Caio, do Flamengo, lembra mágoa com Aguirre e exalta visita de Paulo Sousa: "Coração muito bom"

Protagonista do Flamengo na noite de quarta-feira, quando o time eliminou o Altos da Copa do Brasil com vitória protocolar por 2 a 0, Rodrigo Caio seguiu como centro das atenções nesta quinta. Em entrevista à FLA TV+, além de repetir várias frases de impacto ditas na zona mista do Raulino de Oliveira (clique aqui e relembre), o camisa 3 se disse tocado por uma visita que recebeu de Paulo Sousa ainda em janeiro, momento no qual se recuperava de infecção no joelho direito.

- Quando soube que o Mister ia até o hospital para me dar um abraço, eu nem o conhecia, e ele nem me conhecia, tinha acabado de chegar. Foi lá me dar um abraço e me falar uma palavra: "Força". Para mim, isso teve um significado imenso. Primeiro de você olhar para aquela situação e falar: "Ele se importa comigo. Ele está indo me dar uma palavra de apoio e conta comigo".

 

- E aí dá um ou dois dias, ele me liga: "E aí, Rodrigo, como você está? Fica firme, saiba que tudo vai dar certo, que Deus está ao seu lado e que a gente está aqui na torcida para que você esteja o quanto antes conosco". Isso, para mim, é uma atitude de um ser humano com coração muito bom. Quando a pessoa está num momento desse, ela está derrubada e precisa de uma mão. E ele me deu a mão nesse momento. E em todos os momentos em que estive no CT ele sempre estava perguntando. Isso não tem preço e, sem dúvidas, ficou muito marcado.

Ao recordar a visita do português, Rodrigo citou mágoa com o uruguaio Diego Aguirre, que, segundo ele, não lhe deu a atenção devida quando sofreu uma lesão no pé esquerdo em 2018, quando defendia o São Paulo. À época, o campeão olímpico era um dos cotados para disputar a Copa do Mundo da Rússia.

- Ficou muito marcado para mim quando ele foi me visitar. Isso aí é uma atitude de um ser humano que pensa no próximo. Já tive várias lesões e já passei por várias questões de treinadores. De treinador (Aguirre) na verdade. Tive uma lesão no pé, fiquei três meses parado, e o treinador não foi uma vez na fisioterapia me dar um abraço ou me perguntar como eu estava. Isso é uma situação difícil porque ali é o momento de maior tristeza do atleta. Você está machucado, e nessa ocasião eu estava brigando por uma vaga na Copa do Mundo. Me machuquei duas semanas antes da convocação final - relembrou.

Treinadores à parte, Rodrigo voltou a tratar da comemoração do primeiro gol rubro-negro, em que Gabigol e outros companheiros pularam em cima dele. Ao ver imagem registrada por Gilvan de Souza (no topo da matéria), um dos fotógrafos oficiais do Flamengo, o atleta exclamou:

 

- É uma imagem que mostra a união desse grupo e o carinho. Eu tive isso desde o começo. A gente construiu uma família muito especial aqui. Desde que tive essa lesão, eu tive o apoio incondicional de todos os jogadores. O carinho foi muito importante que eu pudesse voltar a fazer o que eu amo.

Autor:

Fonte: globoesporte.globo.com