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Com grupo praticamente fechado, São Paulo tem arestas no elenco antes do Paulistão

17/01/2022 08h11
Clube diminui ímpeto por contratações, mas pendências incluem saídas de jogadores sem espaço
Com grupo praticamente fechado, São Paulo tem arestas no elenco antes do Paulistão

Há dez dias do início da temporada, com a estreia no Campeonato Paulista, o São Paulo diminuiu o ímpeto no mercado após contratar cinco reforços para 2022. Mas a diretoria ainda tem arestas a aparar, especialmente com jogadores que não estão nos planos de Rogério Ceni.

Na última semana, em entrevista à Central do Mercado no ge, o presidente Julio Casares disse que o elenco está “praticamente” fechado, deixando aberta uma fresta para negócios de oportunidade – Ceni ainda gostaria de contar com um zagueiro para compor elenco e com um ponta para ser titular, este último uma prioridade até agora não alcançada após conversas com Douglas Costa e Soteldo.

– Eu disse praticamente. Quando fala praticamente, ou você pode ter, sem criar expectativa de leilão A, leilão B, oportunidade, mas você pode ter uma ou duas peças, desde que seja importante, com bom custo-benefício, responsabilidade financeira e orçamento – afirmou o cartola.

Se as chegadas de atletas esfriaram, o clube ainda busca novos destinos para jogadores que Ceni não pretende utilizar em 2022. Os dois casos principais são os de Vitor Bueno e Pablo.

O atacante já tem um interessado. O que, recentemente, não foi suficiente para que ele deixasse o Morumbi. Dessa vez, porém, ele quer se mudar.

Depois de negar propostas do Ceará e do Santos, por empréstimos, que tinham o aval do São Paulo, Pablo se aproximou do Athletico, seu ex-clube. E aí foi a diretoria tricolor quem colocou barreiras.

Os paranaenses, cientes do desejo de Pablo e da clara intenção do São Paulo de dispensar o atleta, tentam convencer os paulistas a liberá-lo sem custos. O próprio jogador propôs uma rescisão em que ele abriria mão do restante do contrato (são dois anos de vínculo estimados em cerca de R$ 14 milhões), desde que recebesse valores que estão atrasados.

– Ele (Pablo) contribuiu, mas no momento ele não faz parte dos planos para o futuro. E o São Paulo está querendo resolver... Os cuidados devem ser existir, porque já investimos R$ 26 milhões. O Pablo tem tudo para voltar a brilhar. Mas tudo tem detalhes – declarou Casares.

A situação de Vitor Bueno tem causado menos atritos, mas ainda não foi resolvida.

O meia, que assim como Pablo também é alvo da torcida, está treinando separado do restante do elenco no começo desta temporada.

São Paulo e representantes do jogador buscam um novo clube para ele, ainda sem sucesso. Com contrato até 2023 e um salário alto, as opções que surgiram até agora naufragaram. Não se descarta um acordo por uma rescisão antecipada, mas a estratégia prioritária é emprestá-lo.

Bueno e Pablo – que está afastado em isolamento por ter sido diagnosticado com Covid-19 – custam cerca de R$ 800 mil ao São Paulo, e uma missão da diretoria é diminuir a folha de pagamento do futebol.

Já o caso de Eder parece resolvido, ao menos por enquanto. O atacante se encaixa nos mesmos critérios de Pablo e Vitor Bueno, com salário alto e pouco aproveitamento no time.

A diretoria chegou a propor uma rescisão antecipada ao jogador, mas ele rejeitou. Com só mais um ano de contrato, Eder deve ser mantido no elenco – ele tem treinado normalmente desde a reapresentação, há uma semana.

Com os reforços de Rafinha, Jandrei, Alissom, Patrick e Nikão, o São Paulo começa a temporada no próximo dia 27, quando enfrenta o Guarani, no estadual, em Campinas.

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Fonte: g1.globo.com