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Análise: sem fome, Palmeiras mostra pouco no Dérbi e perde na bola e na vontade

26/09/2021 09h33
Verdão novamente tem atuação abaixo do esperado; é preciso melhorar para decisão de terça
Análise: sem fome, Palmeiras mostra pouco no Dérbi e perde na bola e na vontade

Certamente você já ouviu no futebol a expressão "disputar cada bola como se fosse um prato de comida". Pois foi exatamente isso que o Palmeiras não fez na derrota por 2 a 1 para o Corinthians, neste sábado.

Foram vários os momentos e lances em que os jogadores do rival pareciam estar com mais vontade e gana para disputar o clássico.

Isso soa quase como um absurdo =diante da importância de um jogo contra o Corinthians, mas foi o que aconteceu. E essa avaliação foi a mesma de Abel Ferreira.

– Uma coisa que temos que ter em um Dérbi é agressividade nos duelos. Quando olhamos para o gol e a forma como abordamos o lance, é fácil identificar que as divididas são fundamentais para nós ganharmos. Não pode sofrer um gol dessa maneira – disse.

O lance ao qual ele se refere é o primeiro gol de Róger Guedes, no qual Renato Augusto, praticamente caído, ganha a disputa com Luan e Patrick de Paula e inicia a jogada.

No segundo gol, o ataque do Corinthians cria a jogada sem nenhum incômodo, e Roger Guedes tem todo o espaço do mundo para cortar para o meio e chutar.

Fora isso, o Palmeiras mostrou muito pouco tecnicamente. O meio de campo com a dupla que o torcedor mais pede, Danilo e Patrick de Paula, não funcionou. Deixou muitos espaços e não fez o time jogar. Os dois tiveram atuação bem ruim, sobretudo o segundo.

Mais uma vez, faltou criatividade ao Palmeiras. Com o Corinthians muito fechado, marcando no seu próprio campo e com o time bem compactado, o setor ofensivo não conseguiu conectar passes para furar esses bloqueio e criar boas jogadas. Dudu e Gustavo Scarpa estiveram muito apagados, assim como Luiz Adriano e Wesley.

O Palmeiras melhorou no segundo tempo com várias mudanças, principalmente com Zé Rafael no meio, o que deu mais dinamismo à equipe. Ainda conseguiu criar um pouco mais, principalmente em cruzamentos para a área, acertou a trave e teve algumas oportunidades. Mas longe de ser um domínio e uma pressão forte para o Corinthians.

O setor defensivo também esteve longe de viver seus melhores dias. Espaçado e com pouca proteção, sofreu com as investidas do ataque do adversário, principalmente com Willian e Róger Guedes.

O Palmeiras precisa jogar muito melhor se quiser se classificar para a final da Libertadores na partida de terça-feira, contra o Atlético-MG. Mas não é só isso.

Como o próprio Abel deixou claro, em jogos desse tamanho é preciso querer mais, ser mais agressivo, não cometer vacilos como os que vimos em Itaquera.

Para isso, os jogadores precisam ter na cabeça que o duelo em Belo Horizonte pode decidir a temporada. Com o título do Brasileirão cada vez mais longe, o jogo de terça vale o ano para o Palmeiras.

Autor: Fabricio Crepaldi

Fonte: globoesporte.globo.com