Brasil

Queimadas intensificam presença de abelhas em áreas urbanas e ataques por enxames

21/09/2021 16h32
Segundo especialistas, incêndios destroem habitat natural dos insetos, que acabam migrando para as cidades.
Queimadas intensificam presença de abelhas em áreas urbanas e ataques por enxames

As queimadas que atingem áreas de vegetação pelo Brasil intensificam a presença de abelhas e ataques por enxames em centros urbanos, afirmam os especialistas.

Na semana passada, um morador de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi picado por mais de 200 abelhas na porta de casa.

Entre os meses de agosto e setembro, a multiplicação das colmeias é comum. Grupos de abelhas são atraídos por uma nova rainha e saem à procura de um novo lar, um fenômeno natural conhecido como enxameação.

Neste ano, no entanto, os insetos invadiram várias cidades brasileiras.

Em Guapimirim, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, um ataque de abelhas a uma família deixou uma pessoa internada e um cachorro de estimação morto.

No Centro de Belo Horizonte, uma mulher, de 42 anos, ficou ferida após ser atacada por um enxame. A vítima, que é alérgica a picadas do inseto, teve um choque anafilático.

Queimadas intensificam presença de abelhas em áreas urbanas e ataques por  enxames; VÍDEO | Minas Gerais | G1

De acordo com o presidente da Cooperativa Nacional de Apicultura (CONAP), Cristiano Carvalho, desmatamentos e queimadas aceleram o movimento das abelhas em direção às cidades, que migram em busca de proteção e um ninho mais seguro.

 

"Algo que pode estar agravando, além de a época ser propícia [para a reprodução], é que ocorrem muitas queimadas. É uma época muito seca, a gente ainda não está tendo chuva", diz Cristiano.

 

Segundo os apicultores, as abelhas que estão chegando nas cidades são do tipo africanizadas, que têm ferrão e veneno, e atacam quando se sentem ameaçadas.

Apesar dos incidentes, especialistas reforçam que o animal apresenta grande importância econômica e ecológica, sendo essencial para a manutenção da biodiversidade na Terra.

 

 

 

"O dia que a abelha acabar a gente vai ter sérios problemas com a polinização e a produção de alimentos", afirma o apicultor Getúlio Ferreira de Oliveira.

Autor: Elisa Ferreira e Pedro Chimichatti, Bom Dia Brasil

Fonte: g1.globo.com