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Tenho assistido nas redes sociais o radicalismo pró-Bolsonaro com força.

06/06/2021 22h55
Espalhar que a economia brasileira está batendo recordes enquanto o povo morre sem vacinas e de fome é algo próximo governos comunistas, socialistas ou ditatorias.
Tenho assistido nas redes sociais o radicalismo pró-Bolsonaro com força.

Como não estamos em tempos de paz e tranquilidade as mentes torpes se aproveitam para valorizarem questões bastante machistas e conservadoras. É o foco das redes sociais pró-Bolsonaro agora.

São banners desfilando todos os dias anunciando os números bastante favoráveis da economia em suas diversas áreas. E isto não deixa de ser bom.

Mas estamos vivendo os tempos do provedor da família que pagava as contas, comprava o alimento, e depois maltratava esposa e filhos a cada oportunidade de uma boa conversa.

É como estou a enxergar este momento do desfile das ações da economia de um país que o povo morre por falta de vacina em tempo certo, que o desemprego eleva a fome e a miséria para todas as cidades do Brasil, que já demonstra a quebradeira da classe média, e que a classe A mandou recados duros e certos para o presidente da república que somente faz política. Politicagem seria o termo certo.

As ruas estão cheias de pedintes, os sinais de trânsito acumulando lavadores de para-brisa, e as esquinas tomadas por pais e mães de famílias com cartazes pedindo comida e fraldas. Beiramos a uma Venezuela de meses atrás.

Não consigo conceber como boas às demonstrações feitas nas redes sociais de recordes e mais recordes nas mais diversas áreas de atuação dos setores privados como sendo mérito do governo. De um governo que foge das perguntas sérias da CPI da Pandemia, que tenta confundir a opinião pública do brasileiro politizando com movimentos feministas quanto às personagens femininas que fazem ou fizeram parte do governo, e que no fundo cumprem missões comas omissões das respostas.

Bolsonaro é um “monstro” eleitoral por conta da ignorância política da maioria dos brasileiros e brasileiras, que vivem das desinformações espalhadas pelas mídias sofríveis.

 

Autor: Raul Rodrigues

Fonte: correiodopovo-al.com.br