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Nobel da Paz vai para dois jornalistas: uma das Filipinas e outro da Rússia.

11/10/2021 11h40
Veículo de imprensa deve presar pelo que escreve ou descreve sobre fatos e verdades, e pela sobrevivência causando danos a nação.
Nobel da Paz vai para dois jornalistas: uma das Filipinas e outro da Rússia.

Nunca acreditamos em coincidências por termos na Física, matéria que lecionamos por mais de três décadas, a base do nosso conhecimento sobre os fenômenos da energia como fonte geradora da sequência dos fatos, e assim sendo, nos apoiarmos sob o olhar das Ciências.

E, depois sabendo que o principal eixo da justa homenagem aos dois jornalistas foi exatamente a coragem de ambos em sempre escrever descrevendo os fatos e as verdades como forma de informar com a excelência da missão e função do escritor. Ser jornalista requer coragem e não a subserviência aos poderes ou poderosos.

Neste prisma que abre as direções para se escrever visando o nobre objetivo da correta informação, enxergamos que para tal se paga um preço: o da perseguição de quem comete os deslizes dentro da área da política e quer se manter nos pontos altos da honestidade e da transparência, quando na verdade nem transparente o é.

No enxergar da jornalista Maria Ressa das Filipinas, país que foi dominado por décadas pelo ditador Ferdinando Marcos – exatos vinte e um anos – tendo deixado marcas profundas de governo autoritário e violento contra a oposição, os políticos confundem as denúncias fundamentadas contra eles como uma caça aos seus mandatos, quando na verdade deveriam era ter na imprensa de qualidade um aliado para divulgar as boas ações. Mas o político nocivo ao seu povo não tem o que mostrar e nega a transparência dos seus atos.

Já o russo Dmitry Muratov deixa claro que foi tomado de surpresa quando do aviso da premiação por se tratar de um dono de um veículo de imprensa contrária ao governo de Vladimir Putin, função que em nome da verdade lhe custa até os dias atuais o risco de morte e das perseguições tão comuns naquele país, mas que vê no Nobel da Paz para dois jornalistas um começo tão natural para que as informações corretas e verdadeiras se tornem cada vez mais o eixo principal da imprensa mundial.

E, baseando-nos nestas afirmativas sobre a coragem em denunciar as mazelas praticadas pela classe política e até do judiciário em conluio com outrem para assim tentar ou prejudicar a quem desagrada aos podres poderosos, que o CPA vive desde a sua fundação há quatorze anos enfrentando os desafios impostos ao veículo de comunicação e ao seu redator quando levamos ao conhecimento da população atos e fatos de corrupção passiva e/ou ativa praticados pelos que se apropriam ou se locupletam do erário municipal, estadual ou federal.

Essa galhardia concedida aos gois jornalista também se representa a quem segue desde sempre à linha editorial do jornalismo investigativo sobre formação de quadrilhas, peculato, desvio de dinheiro público, improbidade administrativa tão presentes nos dias atuais em nosso país.

 

Que viva a liberdade e a coragem em se escrever e descrever os fatos e as verdades. 

Autor: Raul Rodrigues

Fonte: correiodopovo-al.com.br