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De que adiantam as mil e uma teses para Impeachment, se Lira não toca a Lira.

09/09/2021 09h39
E os fatos atuais perdem para todos os fatos do passado recente sem que ninguém falasse em impeachment.
De que adiantam as mil e uma teses para Impeachment, se Lira não toca a Lira.

Não sou especialista em Direito, não sou Jornalista de formação acadêmica, e nem precisamos por lei vigente, apesar de não desprezarmos o diploma de quem o tem, muito embora o diploma nem sempre dê o conhecimento de fato e dos fatos. Competências e habilidades são cargas naturais.

Porém, por termos formado gerações por trinta e quatro anos em salas de aulas sempre lecionando Física com a maestria que me rendeu vários reconhecimentos – placas que guardo até hoje – e para tanto, tendo que ser um grande interprete dos raciocínios lógicos dos problemas que regem a Física, atrevo-me a escrever interpretando as teses defendidas pelos senhores juristas sobre o Impeachment ou não de Bolsonaro, preferindo manter-me fiel aos fatos. E na política, fatos valem mais que a “lei”.

O Impeachment agora do presidente Bolsonaro em nada mudará o quadro político do país. Seriam seis meses de presidente afastado para a conclusão do impedimento definitivo ou não, a substituição do presidente pelo vice sem ser de fato e de direito o presidente até o final do mandato, isto apenas durante os seis meses de apuração dos fatos. Seria tirar o titular sem garantir ao substituto o lugar para chamar de seu.

Por outro lado não temos um sistema presidencialista no qual o presidente mande. Quem manda é o congresso nacional. E isto já está acontecendo fazem mais de um ano. Arthur Lira é quem comanda o Orçamento Paralelo, coisa nunca vista em toda a República Federativa do Brasil, e com isto alimenta, e bem, aos seus aliados de parlamento. Portanto, Lira não tocará esta Lira.

Outro lado da moeda é que o povo não quer Impeachment. E este fator é preponderante para uma crise nas ruas sem precedente a favor do presidente. Tivemos movimentos de ruas para tirar os ex-presidentes Collor e Dilma, nunca para que o presidente fique. E Bolsonaro tem público para isso.

E por último, criminalizar Bolsonaro por falas no dia 07 de setembro é descriminalizar as quase seiscentas mortes por Covid-19 pela falta da vacinação em tempo hábil, pelo descontrole da economia que já derruba o poder de compra dos brasileiros, é esquecer-se de criminalizar as rachadinhas do ex-deputado federal e atual presidente da república, e que diante da lei é crime, e o crime não está prescrito, é deixar impune a morte da vereadora Marielle Franco e do seu motorista barbaramente assassinados por milicianos, é deixar de apurar e punir o testa de ferro das negociações espúrias do presidente e da sua esposa por meio de Fabrício de Queiroz, é nada fazer diante dos comprovados delitos cometidos pelo advogado do presidente do seu filho, Frederick Wassef, em cuja residência foi encontrado o foragido Fabrício Queiroz, é banalizar as frases muito mais fortes contra o uso da máscara, do distanciamento social, e da higienização das mãos que por certo mataram milhares pessoas, das promovidas aglomerações pelo próprio presidente, e agora o quererem CRIMINALZAR e RESPONSABILIZÁ-LO por falas contra A ou B no dia 07 de setembro, isto é brincar de esconde.

 

IMPEACHMENT NÃO! E QUANTO ÀS LEIS, "ELAS FORMA FEITAS QUAIS AS VIRGENS, PARA SEREM DESVIRGINADAS! "MOACIR LOPES DE ANDRADE EX-GOVERNADOR DE ALAGOAS.

Autor: Raul Rodrigues

Fonte: correiodopovo-al.com.br