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¬Como entender ou explicar duas candidaturas liderando pesquisas se uma tem povo nas ruas e a outra povo em salões

18/06/2022 11h30
A análise é fruto de muitas observações da política interna.
¬Como entender ou explicar duas candidaturas liderando pesquisas se uma tem povo nas ruas e a outra povo em salões

Tem sido uma grande e emblemática discussão, quando em bom nível, se analisar as duas candidaturas postas para a presidente da república liderando as pesquisas, se uma tem gente nas ruas, e a outra apenas salões de reuniões cheios.

É de fato desafiador para quem não entende que a política é consumada pelos votos nas urnas, e que estes votos normalmente obedecem a uma ordem das lideranças localizadas e espalhadas por todos os bolsões eleitorais do Brasil.

Como é difícil também entender que as lideranças estaduais advindas de Brasília, deputados federais e senadores da república têm preponderante papel na condução destes votos. São lideranças que há quatro ou no mínimo três décadas, abastecem aos seus prefeitos e vereadores com obras e emendas parlamentares que resultam em benefícios para o povo.

Mesmo que nem sempre represente o que o povo merece, mas é por meio dos que eles escolhem que chegam tais benefícios. E isto lhes ficam guardadas na memória. Seja por meio do carro-pipa nas secas, pela ajuda durante os períodos chuvosos – tragédias das intempéries – ou em tempos de normalidades por meio das grandes festas e inaugurações de obras edificantes.

Quem sabe valorizar o que recebe, sabe também medir o desamparo do ombro amigo em momentos dolorosos.

Um presidente da república no Brasil sabe muito bem que não preside. Apenas simula atos e assinaturas em consoante acordo com o congresso nacional que é de fato quem governa.

Por assim ser, as manifestações de ruas têm as suas empolgações por meio da emoção. Já as decisões da razão, direcionam o trem para lugares e destinos dos que comandam o sistema. E o sistema escolheu um lado.

E homem nenhum vence a um sistema montado contra ele.

Mesmo que desafie à lógica de uma “maioria explicita”, porém implícita na matemática como uma parte do eleitorado que não significa a maioria do absoluto.   

Autor: Raul Rodrigues

Fonte: correiodopovo-al.com.br