Alagoas

Defesa Civil de Maceió inclui novas áreas de Bebedouro no mapa de ações prioritárias

04/05/2021 20h35
Flexal de baixo, Flexal de cima e parte da Rua Marquês de Abrantes agora fazem parte da região de monitoramento constante e recomendando para realocação. 'População ilhada', diz diretor do órgão.
Defesa Civil de Maceió inclui novas áreas de Bebedouro no mapa de ações prioritárias

A Defesa Civil de Maceió anunciou nesta terça-feira (4) que novas áreas do Flexal de Baixo, Flexal de Cima e parte da Rua Marquês de Abrantes, em Bebedouro, Maceió, foram incluídas no Mapa de Ações Prioritárias, com monitoramento constante e recomendação para realocação.

Moradores destas regiões vinham cobrando a inclusão, alegando que também foram afetados pelo afundamento do solo causado pela extração de sal-gema na região.

De acordo com o diretor social e coordenador do estudo socioeconômico da Defesa Civil, Eugênio Dantas, o estudo geológico aponta que estas áreas de Bebedouro não foram atingidas diretamente pelas rachaduras resultantes da extração do sal-gema, mas estão sofrendo os efeitos colaterais da desocupação de imóveis, como perda do comércio, equipamentos públicos e força econômica.

 

“Essas populações começam a passar por um processo de ilhamento socioeconômico, vão perdendo a vida social, as igrejas, vão perdendo a força econômica. A população [que fica próximo às ruas afetadas pelas rachaduras] fica ilhada, isso causa uma afetação diferenciada porque essas comunidades não sofrem com as residências, mas a economia na região perde força. Neste momento, estamos vendo que essas populações precisam ser incluídas no mapa”, disse o diretor social Eugênio Dantas.

O anúncio foi feito na solenidade de abertura do centro de atendimento a famílias afetadas pelas rachaduras e instabilidade do solo.

Ainda segundo Dantas, o próximo passo será o debate da inclusão das áreas com as instituições envolvidas, Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e Prefeitura de Maceió. As novas ações serão divulgadas gradativamente pelo município.

O agravamento da instabilidade no solo começou em 2018, com um tremor de terra e surgimento de rachaduras no bairro do Pinheiro. A partir daí, o problema se espalhou e atingiu os bairros vizinhos, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.

 

Autor:

Fonte: g1.globo.com