Alagoas

Com a 2ª maior alta do preço de imóveis entre as capitais do país, mercado em Maceió não se abalou com tragédia nos quatro bairros

17/01/2022 08h25
Bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.
Com a 2ª maior alta do preço de imóveis entre as capitais do país, mercado em Maceió não se abalou com tragédia nos quatro bairros

Em 2021, de acordo com dados da FipeZap, os imóveis em Maceió apresentaram a segunda maior alta do Brasil entre as capitais. Segundo o levantamento da empresa de consultoria que monitora os preços dos imóveis, Maceió apresentou um índice de 8,5%, ficamos atrás somente de Vitória, no Espírito Santo, que teve 19,86%.
 

Para a pesquisa foram analisados os anúncios de venda de 4.942, entre novos e usados, dando um preço médio do metro quadrado de R$ 6.271. Esse valor ainda pode sofrer diferenciação de acordo com o bairro em que esse imóvel é adquirido. Na parte baixa, por exemplo, o preço do metro quadrado sai por meia de R$ 7.928. Já na parte alta o metro quadrado é mais barato R$ 3.750.

O economista e consultor Lucas Sorgato explica que vários influenciaram no preço do imóvel em Maceió, como o preço dos produtos de Material de construção civil. “Muitos imóveis em fase de acabamento tiveram seus preços majorados por alguns itens que compõem a construção civil. O aumento do preço desse itens que estavam término afetam todo o mercado, porque aqueles que já estavam prontos se valorizam”, disse ele 

Já os corretores de imóveis Carla Trancoso e Jhonni Jorge elencam que alguns fatores, principalmente o turismo, também influenciam nessa elevação do preço do metro quadrado, o que acaba também aquecendo outras áreas do mercado com os setores agregados, como lojas de móveis planejados, material de construção e outros estabelecimentos. 

O que ocorreu nos quatro bairros da cidade, afetados com o afundamento do solo, afeta diretamente o preço de imóvel na cidade também. Segundo Lucas, houve uma migração de pessoas de forma muito rápido e tanto a construção civil, quanto a cidade não estavam aptas a suportar nesse momento. 

E o que ocorreu foi totalmente ao contrário: houve mais procura do que oferta, o que acabou valorizando também os valores dos imóveis, apesar da tragédia acometida naquelas comunidades. Isso é explicado pelos corretores: segundo eles, a saída dos moradores impulsionou a demanda e a oferta não suportou, de início, o volume de clientes, que buscavam uma casa nova. 

Recursos com os bancos 

Com o preço do imóvel alto, o sonho casa própria pode ficar um pouco mais distante, se for feita a relação entre a renda do maceioense e os valores ofertados no mercado. Mas o economista explica que o alagoano consegue driblar essa situação com o acesso a linha de créditos nos bancos. 

“Geralmente a casa própria ela é feita por financiamento. Evidentemente que Alagoas não te uma renda suportar imóveis que fiquem tão caros ou num padrão elevado para todo mundo. Então temos nichos e isso reduz o custo de vida", colocou Sorgato. 

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Fonte: cadaminuto.com.br